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A nave espacial não tripulada OSIRIS-Rex, em Cabo Cañaveral, no dia 7 de setembro de 2016

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A agência espacial americana, a Nasa, lançou nesta quinta-feira (8) sua primeira missão para coletar poeira de um asteroide, o tipo de corpo cósmico que pode ter entregue à Terra, bilhões de anos atrás, os materiais necessários para o surgimento da vida.

A nave espacial não tripulada, conhecida como OSIRIS-Rex, partiu de Cabo Canãveral, na Flórida, às 19h05 local (20h05 em Brasília) levada por um foguete Atlas V.

A missão de US$ 800 milhões viajará pelo espaço durante dois anos em direção a Bennu, um asteroide próximo à Terra que tem o tamanho de uma montanha pequena.

Bennu foi escolhido entre os cerca de 500.000 asteroides do sistema solar porque ele orbita perto da rota da Terra em torno do Sol, é do tamanho adequado para um estudo científico e é um dos asteroides mais antigos conhecidos pela Nasa.

"Nos asteroides primitivos e ricos em carbono como Bennu, os materiais são preservados há mais de 4,5 bilhões de anos", explicou Christina Richey, cientista do programa OSIRIS-Rex.

Estes "podem ser os precursores da vida na Terra, ou em outro lugar do nosso sistema solar", afirmou.

O principal objetivo da missão é coletar poeira e detritos da superfície do asteroide e levar o material para a Terra em 2023 para que seja analisado.

Aprender mais sobre as origens da vida e o início do sistema solar são objetivos essenciais dessa nave, que tem o tamanho de um carro.

A missão também pretende jogar luz sobre como encontrar recursos preciosos, como água e metais, nos asteroides, um campo que tem gerado um interesse crescente em todo o mundo.

"Vamos mapear este mundo totalmente novo que nunca vimos antes", disse Dante Lauretta, pesquisador principal da OSIRIS-Rex e professor da Universidade do Arizona, em Tucson.

Usando um conjunto de câmeras, e espectrômetros, "vamos entender a distribuição de materiais ao longo de toda a superfície do asteroide", acrescentou.

A nave deverá chegar a Bennu em agosto de 2018 e passar dois anos estudando o asteroide, antes de começar a coletar amostras, em julho 2020.

Outro objetivo da missão é medir como a luz solar pode empurrar asteroides enquanto eles orbitam - um fenômeno conhecido como Efeito de Yarkovsky - para que os cientistas possam prever melhor os riscos a longo prazo de que asteroides como Bennu colidam com a Terra.

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AFP