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Foto cedida pela Nasa da região do Polo Norte de Júpiter vista da nave espacial Juno, que se aproximou do planeta gigante, em 27 de agosto de 2016

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A Nasa publicou na sexta-feira imagens inéditas de Júpiter registradas durante um sobrevoo próximo ao planeta gasoso gigante, que revelam fenômenos nunca antes observados, como auroras boreais no polo sul.

Juno, uma nave de 3,6 toneladas, passou pelo ponto mais próximo a Júpiter em 27 de agosto, apenas 4.200 km acima da sua altura atmosférica.

A sonda se incorporou à órbita de Júpiter no início de julho e ainda deve realizar 35 sobrevoos a curta distância do planeta, que estudará até o início de 2018, antes de cair na sua atmosfera.

As imagens em alta resolução foram feitas por uma câmera chamada JunoCam, um dos nove instrumentos a bordo da nave.

Juno transmitiu imagens em infravermelho das duas regiões polares sob o manto nebuloso do planeta, afirmou Alberto Adriani, do Instituto de Astrofísica e Planetologia Spaziali, em Roma, um dos responsáveis pelo instrumento Jiram, que permitiu produzir essas imagens.

"As primeiras imagens do polo norte de Júpiter parecem ser completamente diferentes do que vimos ou imaginamos antes", disse Scott Bolton, do Instituto de Pesquisa Southwest, em San Antonio, Texas, cientista principal da missão Juno.

"As cores são mais azuis do que em outras partes do planeta, há muitas tempestades e não há sinais das faixas de diferentes cores que normalmente vemos em volta de Júpiter", acrescentou. Segundo o especialista, "é muito difícil reconhecer Júpiter nestas fotos".

"Nos surpreendeu em especial ver pela primeira vez auroras boreais no polo sul jupiteriano", afirmou Adriani, acrescentando que nenhum outro instrumento na Terra ou no espaço tinha permitido observá-las antes.

Até agora, este fenômeno tinha sido observado sobre o polo norte graças ao telescópio espacial Hubble.

Outro instrumento de Juno pôde registrar sons de Júpiter. Estas emissões de rádio são conhecidas desde a década de 1950, mas nunca tinham sido analisadas tão de perto antes.

"Júpiter fala conosco de uma maneira que só os planetas gasosos gigantes podem fazer", ressaltou Bill Kurth, da Universidade de Iowa, outro cientista da missão.

Todos estes dados foram coletados durante um sobrevoo próximo de seis horas por cima de Júpiter. Sua transmissão para a Terra levou um dia e meio.

A sonda Juno foi lançada em 2011 para uma missão de mais de um bilhão de dólares destinada a estudar a composição da atmosfera de Júpiter e examinar o que está escondido sob a sua espessa camada de nuvens.

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AFP