Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Nasa) O módulo BEAM, na Estação Espacial Internacional (ISS), no dia 26 de maio de 2016

(afp_tickers)

A Nasa tentará, de novo, no sábado inflar o módulo BEAM, um habitáculo temporário na Estação Espacial Internacional, depois de uma primeira tentativa que falhou esta semana devido a um excesso de fricção.

"Nos deparamos com forças maiores às que nossos modelos tinham previsto", explicou à imprensa o diretor de Sistemas Avançados de Exploração, Jason Crusan.

A Nasa tentou na quinta-feira (26) expandir o chamado Módulo de Atividade Expansiva Bigelow (BEAM) que faz parte de um experimento para promover habitáculos que os astronautas possam usar em missões à Lua ou Marte nas próximas décadas.

A operação de expansão do módulo foi suspensa após duas horas de trabalho, realizado pelo astronauta Jeff Williams em coordenação com o centro de controle em Houston, no Texas.

"Neste ponto nós decidimos suspender a operação de pressurização", assinalou Crusan.

A empresa Bigelow, que desenvolve este tipo de módulo como parte de um contrato de 18 milhões de dólares com a Nasa, afirmou em um comunicado que apoia plenamente a decisão de fazer uma pausa na operação de expansão.

O módulo "foi submetido a uma grande pressão durante mais de 15 meses, que é 10 meses a mais do que o previsto. Portanto, há uma possibilidade de que os materiais que compõe a parte exterior do habitáculo espacial possam responder de maneira diferente à esperada", aponta o texto.

O plano é que os astronautas possam ingressar em várias ocasiões no BEAM durante dois anos para provar sua capacidade de proteção contra a radiação espacial.

Completamente expandido, o módulo mede em torno de quatro metros de comprimento por 3,23 metros de largura.

Se na operação de expansão, no sábado, surgirem novos problemas, a Nasa tem previsto esvaziá-lo por completo e voltar a tentar nos dias seguintes.

"Estamos muito confiantes que ele poderá ser inflado por completo em algum momento", indicou Crusan.

AFP