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A fragata britânica "HMS Plymouth", onde o militar argentino Alfredo Astiz assinou a rendição da guarnição argentina das ilhas Georgias do Sul em 1982, iniciou nesta quarta-feira sua última viagem antes de ser desmontada

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A fragata britânica "HMS Plymouth", onde o militar argentino Alfredo Astiz assinou a rendição da guarnição argentina das ilhas Georgias do Sul em 1982, iniciou nesta quarta-feira sua última viagem antes de ser desmontada.

O navio foi retirado de serviço em 1988, seis anos depois da guerra das Malvinas.

Nesta manhã deixou o porto de Harbour Birkenhead, no rio Mersey (noroeste da Inglaterra), para ser desmontado em um porto estrangeiro não especificado pela companhia portuária Peel Ports.

"Estamos muito conscientes do significado histórico do navio, mas nenhuma entidade pública ou privada apresentou um projeto factível para mantê-lo, restaurá-lo ou levá-la nos últimos sete anos", afirmou a Peel Ports em um comunicado.

O "HMS Plymouth" acidentalmente se tornou propriedade de Peel Ports pela falência da Fundação para a preservação de embarcações históricas, que havia alugado uma amarração em Birkenhead.

As tentativas civis de salvá-lo de seu destino de ser tornar sucata foram infrutíferas.

A fragata iniciou o seu serviço na Marinha Real em 1961 e em 1982 transportou fuzileiros e unidades da SAS, as Forças Especiais, às ilhas Geórgias do Sul, localizadas cerca de 1.500 km a leste das Malvinas, para combater os argentinos.

O comandante das tropas argentinas nas ilhas do Atlântico Sul era o tenente Alfredo Astiz, o "anjo loiro da morte", condenado à prisão perpétua na Argentina por crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura, e que assinou a rendição na câmara de oficiais do navio no dia 25 de abril.

A Guerra das Malvinas começou com o desembarque de tropas argentinas no arquipélago em 2 de abril de 1982, e terminou com sua rendição em 14 de junho daquele ano.

Seiscentos e quarenta e nove argentinos e 255 britânicos morreram no conflito de 74 dias

AFP