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Robert Mueller

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Opositores e aliados do presidente americano, Donald Trump, aguardam ansiosamente, neste domingo (28), a confirmação oficial da primeira acusação formal no caso da interferência russa nos Estados Unidos, investigado pelo procurador especial Robert Mueller.

Em uma série de tuítes, o republicano Trump voltou a denunciar uma "caça às bruxas" e refutou qualquer "conluio" com a Rússia durante a campanha presidencial do ano passado, que disputou com a democrata Hillary Clinton.

"Toda essa história da Rússia justo quando os republicanos estão fazendo uma histórica reforma de corte de impostos é uma coincidência? NÃO!", escreveu.

O advogado do presidente, Ty Cobb, disse em mensagem às emissoras CNN e Fox News que os tuítes "não tinham nada a ver com as atividades do procurador especial, com quem continua cooperando".

A emissora CNN e, em seguida, outros veículos denunciaram nesta sexta-feira que a equipe de Mueller vai apresentar acusações e prender pelo menos uma pessoa nesta segunda-feira.

Desde então, nenhum funcionário confirmou ou negou a informação. Não se sabe quem seria a pessoa a ser detida.

O legislador democrata Adam Schiff, membro do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes, disse que não foi informado, mas mencionou duas pessoas bem próximas a Trump que costumam aparecer na imprensa: seu ex-chefe de campanha, Paul Manafort, e o breve assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, que tinham atividades não declaradas como lobistas em países estrangeiros, entre eles, a Rússia.

Schiff disse não poder dizer se o mandatário também estaria sendo investigado. "Não posso responder a isso em um sentido ou em outro", declarou à ABC.

O governador republicano de Nova Jersey, Chris Christie, aliado de Trump, disse à imprensa que "o presidente não está sob investigação. Ninguém disse a ele que está".

Ele pode estar se referindo às declarações do ex-diretor do FBI James Comey, que declarou ao Senado, após ser demitido em maio, que Trump não era alvo da investigação.

- 'Tanta CULPA' -

As acusações desta segunda vão marcar uma nova fase neste processo, que é liderado por Mueller, nomeado em maio para chefiar a averiguação independente sobre a interferência russa na campanha de 2016 e estabelecer se houve, ou não, conluio com a equipe do candidato republicano. Essa investigação é diferente da que foi feita por várias comissões do Congresso.

Trump, apoiado por muitos republicanos e por parte do âmbito conservador, empreendeu um contra-ataque contra Clinton, acusando-a exatamente de conluio com a Rússia durante a venda da empresa Uranium One ao grupo público russo Rosatom, em 2010.

A revelação de que a campanha de Clinton e o Partido Democrata financiaram uma investigação privada de Trump, compilada em um dossiê, também estimulou muitos comentários no campo conservador.

"Eu nunca vi tanta raiva e unidade republicana pela falta de investigação sobre o informe falso feito por Clinton (...), a venda de urânio à Rússia, as 33 mil mensagens de e-mail apagadas, o assunto de Comey e muitas outras coisas", escreveu Trump no Twitter, enumerando diversos casos que implicam sua ex-adversária democrata.

"Há tanta CULPA dos democratas e Clinton, e agora os fatos estão falando FAÇAM ALGO!", acrescentou em outro tuíte.

Outros setores acreditam que o vazamento da informação à CNN nesta sexta sobre e eminência de uma acusação formal é um escândalo por si só, que merece ser investigado.

Alguns republicanos, por ora isolados, inclusive pediram a renúncia de Mueller, acusando-o de ser próximo demais de James Comey. Christie alertou que o procurador deveria ser "muito, muito cuidadoso".

Enquanto isso, democratas alertaram que, se Trump demitir Mueller, ou emitir indultos preventivos para qualquer pessoa envolvida, vai estar passando do limite.

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AFP