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Nicarágua: oposição inicia greve e Ortega mobiliza simpatizantes

Opositores do governo da Nicarágua participam em uma passeata contra o presidente Daniel Ortega em 12 de julho de 2018 em Managua afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. julho 2018 - 09:13
(AFP)

A oposição iniciou uma greve nesta sexta-feira na Nicarágua para pressionar a saída do presidente Daniel Ortega, que, em uma contraofensiva, vai liderar uma caravana de apoio ao governo, em meio à violência que deixou mais de 260 mortos em três meses.

A paralisação de 24 horas convocada pela opositora Aliança Nacional pela Justiça e a Democracia, que aglutina grupos da sociedade civil, começou à meia-noite (3H00 de Brasília) e tem o apoio dos empresários.

"Vamos esvaziar as ruas porque não queremos mais repressão e porque queremos sua saída", afirmou a Aliança Cívica na quinta-feira.

Esta é a segunda greve desde o início dos protestos. A paralisação de 14 de junho terminou com quatro mortos.

Na quinta-feira, os protestos em diversas cidades terminaram com cinco mortos - quatro policiais e um civil.

Os opositores pedem justiça, eleições antecipadas ou a renúncia de Ortega, a quem acusam de liderar uma violenta repressão contra os protestos e criar uma ditadura com sua esposa Rosario Murillo, marcada pela corrupção e o nepotismo.

Ortega pretende liderar nesta sexta-feira uma mobilização para recordar o triunfo da revolução sandinista de 1979, que derrubou o ditador Anastasio Somoza.

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