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(Arquivo) Sede do Departamento de Estado americano, em Washington, DC, no dia 29 de novembro de 2010

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O departamento de Estado anunciou nesta quinta-feira que três funcionários americanos foram expulsos, há dois dias, da Nicarágua, em uma decisão sem justificativa que pode prejudicar as relações bilaterais.

"A expulsão de três funcionários do governo americano da Nicarágua, em 14 de junho, ocorreu", disse à imprensa o porta-voz do departamento de Estado John Kirby.

"Acreditamos que foi um ato injustificado e inconsistente com a agenda positiva e construtiva que buscamos com o governo da Nicarágua", acrescentou Kirby, assinalando que Washington expressou seu protesto ao embaixador nicaraguense, Francisco Campbell.

Segundo o porta-voz, os três funcionários tinham "status temporário" e haviam recém-chegado ao país quando foram expulsos.

Um dos funcionários expulsos é Evan Ellis, especialista em relações sino-latino-americanas do Colégio de Guerra do Exército, segundo o jornal nicaraguense El Confidencial.

Como analista do departamento de Defesa, Ellis realizava uma investigação sobre a construção de um canal interoceânico entregue a uma companhia com sede em Hong Kong.

Ellis disse ao El Confidencial que pessoas uniformizadas que se identificaram como funcionários da imigração nicaraguense o levaram do hotel ao aeroporto, onde foi embarcado em um voo internacional, menos de 24 horas após chegar ao país.

"Este tratamento tem potencial para impactar negativamente as relações bilaterais entre Estados Unidos e Nicarágua, especialmente no comércio", advertiu Kirby.

AFP