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Nobel Pérez Esquivel visita Brasil em apoio à candidatura de Lula

Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel participa do encontro "Voy por la Paz", organizado pela Fundação para a Democracia Internacional, em 29 de abril de 2018, em Montevidéu afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. agosto 2018 - 10:35
(AFP)

O prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel chegou nesta segunda-feira (13) ao Brasil para dar seu apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), cuja candidatura às eleições de outubro provavelmente será invalidada pela Justiça eleitoral.

"Reivindicamos a liberdade de Lula, é um preso político e toda essa manobra que o governo e os juízes fizeram é para tirá-lo do cenário político", disse à AFP o ativista argentino de direitos humanos.

Prêmio Nobel da Paz de 1980, Pérez Esquivel visitou no Centro Cultural de Brasília (CCB), administrado pelos jesuítas, os sete ativistas que há 14 dias fazem greve de fome para pedir a liberdade de Lula e que as autoridades permitam sua candidatura.

Preso desde abril, condenado por ser beneficiário de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, doado pela OAS em troca de contratos com a Petrobras, Lula, de 72 anos, é o favorito em todas as pesquisas, com quase um terço das intenções de voto, quase o dobro de qualquer outro candidato.

O PT tem previsto inscrever a candidatura de seu líder histórico no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo dia 15, no fim do prazo.

Mas é muito provável que sua candidatura seja invalidada, segundo juristas, pois a Lei de Ficha Limpa exclui da corrida eleitoral condenados em segunda instância, caso de Lula.

"Não é só um problema do Brasil, é um problema latino-americano. Estão judicializando todos os governos progressistas", declarou o Nobel argentino, que denunciou um golpe de estado no Brasil "com a cumplicidade de juízes e legisladores que se vendem por trinta moedas".

Pérez Esquivel tem previsto visitar o ex-presidente na prisão na próxima quinta-feira "para que saiba que não está só".

Sentados no sofá de um quarto do CCB, entre colchões espalhados pelo chão, os grevistas prometem levar seu protesto às últimas consequências.

"A esperança do nosso povo está hoje injustamente enjaulado em Curitiba", declarou o grevista Sergio Gorgen a jornalistas.

A greve de fome se enquadra nas manifestações a favor do presidente convocadas para esta semana em várias cidades do país, entre elas uma caravana nacional organizada pelo Movimento de Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que chegará na terça-feira a Brasília para fazer uma marcha até o TSE em apoio à candidatura.

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