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O arquiteto Norman Foster em Nova York, no dia 17 de dezembro de 2016

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O arquiteto britânico Norman Foster inaugurou a sede de sua fundação em Madri, nesta quinta-feira (1º), instituição por meio da qual promoverá pesquisas sobre o desenvolvimento sustentável das cidades do futuro.

A Fundação Norman Foster será dirigida pela arquiteta espanhola María Nicanor, que já foi curadora do Victoria e Albert Museum, de Londres, e do Museu Guggenheim de Nova York.

Criada em 1999, a fundação ainda não tinha uma sede. Até então, seu trabalho se concentrava em conceder bolsas a estudantes de arquitetura do mundo todo, para que pudessem viajar e se formar.

Situada em um luminoso edifício do centro de Madri, a nova sede aspira a ser um ponto de encontro entre "pessoas de diferentes formações, para abordar os grandes desafios da humanidade", explica Foster, na página institucional on-line.

As cidades - defende o arquiteto - precisam de planos de desenvolvimento sustentável.

"A ideia da fundação é compartilhar esse conhecimento e essa filosofia", afirma Foster, de 82 anos, agraciado em 1999 com o Prêmio Pritzker, o mais prestigioso do mundo da arquitetura.

Ele inaugurou a sede da fundação, presidindo, nesta quinta, um colóquio dedicado aos desafios que as cidades terão no século XXI em matéria econômica, social e arquitetônica.

"Ajudem-nos a reduzir as desigualdades", pediu a prefeita de Madri, a esquerdista Manuela Carmena, no evento, fazendo votos por uma arquitetura concentrada nos habitantes, e não tanto nos lugares de poder.

A Fundação Foster terá dois objetivos: implantar uma série de projetos - inclusive alguns experimentais - e promover pesquisa sobre desenvolvimento sustentável.

Desde 2015, o prédio escolhido já abrigava os arquivos de Norman Foster: desenhos, maquetes, filmes, fotografias, etc. Ao todo, serão cerca de 70 mil à disposição dos pesquisadores.

Entre outros, Norman Foster é conhecido pelo arranha-céus "Gherkin", de Londres, e pelo projeto da Millenium Bridge, também na capital britânica.

Seu último projeto é um aeroporto para drones, cuja construção está prevista para 2020 em Ruanda.

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