A Noruega, principal fonte de fundos para a proteção da Floresta Amazônica, anunciou nesta quinta-feira (15) o bloqueio de R$ 133 milhões destinados ao Fundo Amazônia, acusando o Brasil de não querer "mais interromper o desmatamento".

O rico país escandinavo criticou o Brasil por ter quebrado o acordo que tinha com os doadores do fundo de preservação, ao qual Oslo já enviou R$ 3,673 bilhões desde sua criação, em 2008.

"O Brasil quebrou o acordo com a Noruega e a Alemanha desde que o país suspendeu o conselho administrativo e o comitê técnico do Fundo Amazônica", declarou o ministro do Meio Ambiente e do Clima, Ola Elvestuen, ao jornal norueguês Dagens Naeringsliv (DN).

"Eles não podem fazer isso sem que a Noruega e a Alemanha estejam de acordo", destacou.

Os repasses anuais da Noruega variam de acordo com os resultados obtidos na luta contra o desmatamento, calculados por um comitê técnico.

De acordo com esses dados ainda provisórios, baseados nos registros de desmatamento em 2018, Oslo deveria repassar a Brasília 300 milhões de coroas, o equivalente a R$ 133 milhões, neste ano - o que o país se recusa a fazer.

"O que o Brasil fez mostra que eles não querem mais interromper o desmatamento", afirmou Elvestuen.

Em alerta pelos dados que apontam uma intensificação do desmatamento desde a chegada de Jair Bolsonaro ao poder, o governo alemão também anunciou neste sábado a suspensão de uma parcela de suas doações.

Berlim decidiu bloquear € 35 milhões, ou R$ 155 milhões, até que os dados sobre desmatamento voltem a ser encorajadores, embora tenha continuado a contribuir com o Fundo Amazônia.

Os últimos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o desmatamento em julho deste ano foi quase quatro vezes maior que no mesmo mês de 2018.

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