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Salmão e outros peixes são vistos em um mercado próximo a Bergen, no dia 12 de setembro de 2014

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A Noruega, que já produz a metade de todo salmão consumido no planeta, está começando a executar novos e ambiciosos projetos para multiplicar por cinco sua produção do peixe, cujo consumo não para de crescer.

"Podemos produzir cinco vezes mais até 2050", afirma Øyvind André Haram, diretor de Informação da Federação Norueguesa de Produtos do Mar (Sjømat Norge).

Segundo Haram, a Noruega, um país de 5,2 milhões de habitantes, produz a cada dia o equivalente a 14 milhões de alimentos com base em salmão.

Nos últimos anos, a demanda de salmão de piscicultura não parou de crescer, e a Noruega já produz metade dos salmões consumidos no planeta, ou 1,3 milhão de toneladas ao ano.

"Há dois grandes problemas que as autoridades precisam conhecer: a proliferação de pulgas do mar e a evasão de salmões das fazendas de peixes para a natureza", explica à AFP Julie Døvle Johansen, da ONG de proteção ao meio ambiente WWF Noruega.

A pulga do mar, parasita que força o sacrifício prematuro de milhares de salmões, custa ao setor entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de euros ao ano, segundo John Arne Breivik, diretor-geral de uma companhia que combate o parasita.

Se elas forem transmitidas, podem matar também os salmões selvagens, bem como os peixes de criadouros, que também podem contaminar os animais, se escaparem para a natureza.

Diante das críticas por sua produção pouco sustentável, o país nórdico quer aumentar seu volume usando novas técnicas, cujo impacto ambiental ainda não está claro.

"A indústria do salmão e seu Ministério têm a ambição de dobrar a capacidade de produção nos próximos dez, ou 15 anos", disse à AFP o diretor do Greenpeace na Noruega, Truls Gulowsen, que considera este objetivo "uma loucura".

Na fazenda de peixes do segundo maior produtor do mundo, o grupo Lerøy, em Hitra, são usados "peixes limpadores" para tentar eliminar as pulgas sem usar pesticidas.

A companhia também tem o projeto de uma "pipe-farm", uma espécie de barco e viveiro gigante, com suas piscinas cheias de água do mar, com enormes tubos a 30 metros de profundidade. A água fica em temperatura constante, sem ser afetada por alterações meteorológicas, e a princípio "não há problemas de parasitas", afirmou o diretor na França da Lerøy, Jean-Pierre Gonda.

Outros projetos similares estão sendo executados, como a piscicultura em alto-mar do grupo Salmar, que funciona há alguns meses. Ou o chamado ovo submarino da Marine Harvest, líder do setor, do qual apenas a "concha" é vista na superfície da água.

Todos esses projetos pretendem evitar o problema das pulgas do mar, sem ter de usar produtos químicos.

No entanto, "tudo isso é muito novo, e não sabemos se vai resolver os problemas", adverte a especialista da WWF.

"Eu acho que existe potencialmente um grande risco", em particular devido à possível fuga maciça de salmões de viveiro para o mar.

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AFP