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O especialista Willem Takken, da Universidade de Wageningen, posa com armadilha de mosquitos, em Wageningen, Holanda, no dia 10 de agosto de 2016

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Cientistas holandeses e quenianos criaram uma armadilha que atrai com cheiros humanos os mosquitos portadores da malária e que já está ajudando a diminuir os casos desta doença, segundo um relatório publicado na quarta-feira pela revista científica The Lancet.

Estas iscas de cheiro sintético permitiram capturar até 70% da população local de mosquitos portadores da malária e diminuir em 30% os casos nos lares que as utilizam.

O estudo foi realizado durante três anos na ilha queniana de Rusinga, no Lago Vitória, com a participação dos seus 25.000 habitantes.

As armadilhas, colocadas do lado de fora das casas, funcionam com energia produzida por painéis solares que foram instalados para o estudo. A população contou também com a proteção de mosquiteiras e com a distribuição de remédios antimalária.

"A armadilha olorosa também pode oferecer uma solução para doenças como a dengue e a zika", que são contraídas através da picada de mosquitos, disse em um comunicado a universidade holandesa de Wageningen.

Participaram também do estudo o Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia queniano e o Instituto Tropical e de Saúde Pública suíço.

A nova invenção reduz, ainda, a necessidade de recorrer a outros produtos químicos para controlar a população de mosquitos.

"Lutar contra a malária sem inseticidas é meu grande sonho", declarou Willem Takken, da Universidade de Wageningen.

Segundo a universidade holandesa, "a cada minuto, uma criança morre de malária" e esta doença "custa à África 12 bilhões de dólares por ano" em gastos de saúde e perda de produção.

Atualmente, não existe nenhuma vacina contra a malária, uma doença que em 2015 matou 438.000 pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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AFP