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Nova pista genética tenta explicar formas mais severas da covid-19

Enfermeira cuida de um paciente com covid-19 no Hospital Memorial UMass em Worcester, Massachusetts, em 4 de dezembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. dezembro 2020 - 19:51
(AFP)

Um grupo de pesquisadores assegurou nesta sexta-feira (11) ter identificado particularidades genéticas que poderiam explicar porque alguns pacientes sofrem formas mais severas da covid-19, o que poderia, segundo eles, melhorar os tratamentos.

"A beleza da genética é que pode prever os efeitos de um medicamento. O realmente excitante deste estudo é que identificamos genes que estão diretamente implicados do ponto de vista terapêutico, o que pode levar a tratamentos", explicou o principal autor do estudo, publicado na revista Nature, Kenneth Baillie, da Universidade de Edimburgo.

Para tentar determinar porque alguns pacientes sofrem com as formas mais severas da doença, os pesquisadores analisaram o genoma de mais de 2.000 britânicos, muito afetados pela covid-19.

Comparando o genoma com o de outras pessoas, eles encontraram oito sequências genéticas comuns nos doentes graves de covid. Estas sequências desempenharam um papel determinante na resposta inflamatória do organismo para combater agentes patogênicos como o novo coronavírus.

Ao aprofundar este exame, eles conseguiram isolar dois genes em particular - TYK2 e CCR2 -, cujo papel é codificar as proteínas implicadas na resposta inflamatória do organismo.

Teoricamente, agir nestas substâncias poderia diminuir a gravidade da doença.

"Demonstramos que os genes que produzem mais proteína TYK2 representam mais riscos de covid. Agora existe um medicamento no mercado que a inibe", explicou Kenneth Baillie durante coletiva de imprensa on-line.

O grupo de remédios que limita a ação da proteína TYK2, denominados inibidores das Janus quinases (JAK), são usados em particular contra a poliartrite reumatoide, uma doença inflamatória.

Também está sendo testado um tratamento mediante anticorpos de síntese, que combate a ação da proteína CCR2, explicou Baillie.

É urgente testar estes medicamentos em pacientes graves de covid-19, pediram Baillie e seus colegas.

Nos últimos meses, várias pistas genéticas foram exploradas para tentar explicar as formas mais agressivas do novo coronavírus.

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