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A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parilla, em Bruxelas, no dia 22 de abril de 2015

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Uma nova rodada de negociações entre a União Europeia (UE) e Cuba terá ocorrerá nos dias 15 e 16 de junho, em Bruxelas, após a cúpula do bloco com a América Latina, informou nesta quarta-feira uma autoridade do ministério das Relações Exteriores cubano.

"A quarta rodada de negociações acontecerá em 15 e 16 de junho em Bruxelas", indicou o diretor para a Europa e Canadá da chancelaria cubana, Elio Rodríguez Perdomo, à AFP.

Havana e Bruxelas estão na mesa de negociações para normalizar as relações e deixar para trás uma série de desacordos sobre os direitos humanos, num momento em que Cuba tenta fazer o mesmo com os Estados Unidos.

O bloco de 28 países europeus e Cuba devem assinar um acordo de diálogo político e de cooperação até ao final do ano, uma meta alcançável segundo Rodriguez, que se declara "otimista" sobre o resultado dessas negociações.

"Existem diferenças sobre algumas questões, temos de fazer um esforço para aproximar esses pontos de vista", disse ele.

Sobre o diálogo político com a UE, o cubano ressaltou que Havana respeita os "princípios de reciprocidade, de não discriminação, respeito mútuo e de não-interferência nos assuntos internos das partes".

Esta reunião terá lugar após a segunda cúpula entre a UE e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC), em 10 e 11 de junho em Bruxelas. Para este evento, Cuba pretende pedir "uma declaração clara de ambas as regiões contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro" imposto à ilha desde 1962 por Washington.

Os dois blocos emitiram declarações condenando as medidas unilaterais impostas a nível global a países terceiros, mas "acreditamos que a cúpula poderia ir mais longe com uma declaração clara e forte condenando a política de bloqueio contra Cuba", disse Rodriguez.

Segundo a autoridade, a aproximação histórica iniciada em dezembro entre Estados Unidos e Cuba oferece "um contexto diferente" que tende a facilitar uma tomada de posição.

AFP