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Policiais e militares chegam à Cidade da Polícia com drogas apreendidas durante operação na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro

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Uma nova operação conjunta do Exército e da Polícia contra o tráfico de drogas em sete comunidades do Rio de Janeiro paralisou a Zona Norte da cidade e acabou com a detenção de 43 pessoas nesta segunda-feira.

O efeito surpresa da operação, que começou logo pela manhã, acabou comprometido pelo vazamento feito por um soldado, acusado de ser cúmplice das facções criminosas. O rapaz, de 19 anos, "está preso por ordem judicial com mandado de prisão por associação ao tráfico por ser suspeito de passar informações" para o narcotráfico, disse à AFP o coronel Roberto Itamar.

Segundo policiais citados pela Globonews, os traficantes foram alertados na noite anterior sobre a operação e emitiram por rádio chamados a se dispersar.

No entanto, a Secretaria de Estado de Segurança (SESEG) considerou bem sucedida a operação e informou à noite que deteve um total de 43 pessoas, cuja identidade não foi revelada, sem disparar um único tiro.

A secretaria também indicou em um comunicado que foram apreendidas nove pistolas, uma espingarda calibre 12, um revólver, duas granadas improvisadas, 250 munições de diferentes calibres, além de 300 quilos de maconha, 10 de cocaína e 1,5 de haxixe, bem como sete carros, 25 motos e radiotransmissores.

As operações foram realizadas em sete comunidades, entre elas o Complexo do Alemão e o Jacarezinho, onde sete pessoas foram mortas nos últimos 10 dias, afirmou o gabinete de Segurança do Rio em comunicado.

A operação impediu que 22.000 alunos tivessem aula nesta segunda-feira.

- Terceira operação conjunta -

Esta foi a terceira operação deste tipo desde 5 de agosto, com a participação de soldados, equipes da Força Aérea e da Marinha, assim como policiais e agentes da força de elite da Inteligência federal.

No total, 5.546 membros das Forças Armadas foram mobilizados, assegurando os perímetros destas regiões e localizando-se em pontos estratégicos para garantir a ordem.

Um ano após o fim dos Jogos Olímpicos, o Rio atravessa grandes dificuldades financeiras e as forças policiais lutam para conter as facções criminosas que comandam inúmeras comunidades.

A decisão tomada em julho pelo presidente Michel Temer de enviar militares para o Rio de Janeiro deixou em evidência que a Polícia perdeu a capacidade de fazer frente à luta contra o tráfico de drogas. Quase 100 policiais morreram na cidade ao longo de 2017.

A corrupção também tem sido um obstáculo para as operações policiais e, em junho, foram emitidas ordens de prisão contra 185 agentes acusados de colaborar com facções criminosas, inclusive alugando armamento.

As Forças Armadas são a instituição mais respeitada pelos brasileiros e até agora conseguiram se manter fora da onda de corrupção que afeta o Estado em todos os seus níveis.

Na primeira metade do ano, o Rio registrou 3.457 homicídios, o nível mais alto de violência desde 2009 e 15% superior ao mesmo período de 2016.

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AFP