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(Arquivo) O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin

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Novas sanções e novas acusações: os Estados Unidos intensificaram ainda mais nesta terça-feira a pressão sobre a Coreia do Norte, embora tenham assegurado que querem uma solução diplomática para a crise nuclear com Pyongyang.

A tensão aumentou ainda mais depois que Pyongyang acusou a Washington de ter "declarado guerra".

A Coreia do Norte também afirmou que está disposta a se defender derrubando bombardeiros americanos, em uma troca de acusações e ameaças com o presidente Donald Trump.

Mas a Casa Branca tomou a iniciativa, algo incomum, e negou ter deixado a porta aberta para um conflito com o país, que possui armamento nuclear.

Horas depois, em Nova Délhi, o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, foi firme: "nosso objetivo é resolver tudo isto de forma diplomática".

Os Estados Unidos "conservam paralelamente a capacidade para enfrentar as ameaças mais perigosas da Coreia do Norte (...) mas também de apoiar nossos diplomatas para conter (a crise) o maior tempo possível", completou.

O destaque para a diplomacia acontece em plena guerra verbal entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, após o sexto teste nuclear de Pyongyang e os lançamentos de mísseis. A Coreia do Norte justifica a mobilização militar ante a necessidade de proteger-se de Washington.

O chefe da diplomacia norte-coreana, Ri Yong Ho, convocou uma entrevista coletiva na segunda-feira em Nova York para dar uma resposta a uma missão realizada por bombardeiros americanos perto da costa norte-coreana, e também às advertências grandiloquentes de Trump.

"Não declaramos guerra à Coreia do Norte e, francamente, tal insinuação é absurda", respondeu Sarah Huckabee-Sanders, porta-voz do governo americano.

- Mais sanções -

Paralelamente, o Departamento do Tesouro anunciou nesta terça-feira novas sanções contra oito bancos norte-coreanos e 26 cidadãos dessa nacionalidade considerados "facilitadores" do financiamento do programa nuclear de Pyongyang e que operam em China, Rússia, Líbia e Emirados Árabes Unidos.

Estas medidas são autorizadas por um decreto presidencial assinado na semana passada em Nova York por Trump em plena Assembleia Geral da ONU, dominada pelos temores suscitados pelos programas balístico e nuclear de Pyongyang.

Além disso, o avanço da retórica bélica entre as duas partes gera o receio de desencadear uma guerra por acidente.

"Ninguém sairia vencedor de uma guerra na península coreana, que seria ainda pior para a região", disse o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Lu Kang, em uma coletiva.

"As provocações mútuas podem apenas aumentar o risco de um confronto", completou.

"Esperamos que os líderes políticos nos Estados Unidos e na Coreia do Norte tenham suficiente senso comum para compreender que recorrer à força e à potência militar não é uma decisão viável", declarou.

Seul também pediu calma. "É imprescindível que nós, Coreia e Estados Unidos, administremos esta situação (...) para evitar uma escalada maior das tensões ou qualquer tipo de choque militar acidental que possa fugir rapidamente do controle", declarou a ministra sul-coreana das Relações Exteriores, Kang Kyung-wha.

No sábado, em uma demonstração de força, aviões dos Estados Unidos sobrevoaram as proximidades da Coreia do Norte, o que adicionou uma pressão militar à tensão verbal.

"Desde que os Estados Unidos declararam guerra ao nosso país, temos todo o direito de adotar medidas, inclusive de abater bombardeiros americanos, mesmo que não estejam dentro do espaço aéreo de nosso país", ameaçou o chanceler norte-coreano.

"Temos o direito de voar, navegar e operar em todas as partes do mundo onde é legalmente permitido", respondeu o Pentágono.

Após a demonstração, a Coreia do Norte reforçou a defesa na costa leste do país.

Kim Jong-Un afirmou na sexta-feira que "castigará com fogo o velho americano mentalmente transtornado".

Antes, Trump havia declarado: "Kim Jong Un, da Coreia do Norte, que é obviamente um louco que não se importa de matar seu povo de fome e assassiná-lo, será colocado à prova como nunca antes".

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AFP