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Venezuelanos no México participam de protesto na Cidade do México, em 30 de julho de 2017

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México, Colômbia, Panamá, Argentina, Costa Rica, Peru, Paraguai, Espanha e Estados Unidos anunciaram que não vão reconhecer a legitimidade dos resultados da votação da Assembleia Constituinte promovida pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"A eleição fraudulenta de Maduro é outro passo para a ditadura. Não aceitaremos um governo ilegítimo. O povo venezuelano e a democracia vão prevalecer", tuitou a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

Em nota divulgada mais tarde, a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, declarou que o governo americano condenou a eleição "imposta" na Venezuela, reiterando a ameaça de aplicar sanções a todos os "artífices do autoritarismo".

"Continuaremos adotando medidas enérgicas e rápidas contra os artífices do autoritarismo na Venezuela, incluindo aqueles que participarem da Assembleia Nacional Constituinte como resultado da eleição viciada do dia de hoje", acrescentou a nota.

Na mesma linha, o México afirmou que "não reconhece os resultados da eleição dos integrantes da Assembleia Nacional Constituinte".

Também lamentou que o governo da Venezuela "tenha decidido realizar eleições contrárias aos princípios democráticos reconhecidos universalmente, que não aderem à Constituição da República e que aprofundam a crise", disse a Chancelaria em um comunicado.

As "medidas instrumentalizadas ao longo do dia, que semearam temor entre a população e impediram a livre-manifestação, refletem o nível de intolerância que prevalece na Venezuela", apontou o governo mexicano.

"Seguir adiante com a Assembleia Constituinte significa uma continuação do conflito", acrescentou o texto, ao mesmo tempo em que condenou "os incidentes de violência e repressão, nos quais mais venezuelanos perderam a vida, ou ficaram feridos".

O México também pediu a ambas as partes que "privilegiem o diálogo" para alcançar a reconciliação.

Em nota divulgada na conta do Ministério das Relações Exteriores no Twitter, a Argentina declarou que "não reconhecerá os resultados dessa eleição ilegal".

O Peru também manifestou que "não reconhece os resultados da ilegítima eleição realizada hoje (domingo) para compor uma Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela".

A Costa Rica convocou, por sua vez, todos os Estados e organismos internacionais a não reconhecer essa consulta como legítima.

A Espanha divulgou um documento, garantindo que "não reconhecerá uma Assembleia Constituinte que não seja resultado de um amplo consenso nacional, eleita conforme as regras democráticas de sufrágio universal livre, igual, direto e secreto".

O governo paraguaio reafirmou "sua posição de desconhecer a ilegal convocação" e disse que tampouco reconhece "os resultados do ilegítimo processo para integrar uma Assembleia Constituinte".

Durante a semana, Colômbia e Panamá já haviam anunciado que não reconheceriam os resultados das urnas. E, hoje, Bogotá condenou "a repressão e a violência" por parte das forças da ordem.

"A Colômbia rejeita o uso desproporcional da força, de gases e de balas de borracha, as apreensões e as detenções durante a jornada eleitoral de hoje (domingo)", declarou a Chancelaria em um comunicado.

Outros países também expressaram objeções à eleição da Constituinte na Venezuela.

O Brasil "instou" as autoridades venezuelanas a "suspenderem a instalação da Assembleia Constituinte".

"Diante da gravidade do momento histórico por que passa a Venezuela", o Ministério das Relações Exteriores considerou, em uma nota, que a iniciativa de Maduro "viola o direito ao sufrágio universal, desrespeita o princípio da soberania popular e confirma a ruptura da ordem constitucional na Venezuela".

Apesar de reiterar sua "grave preocupação" com a escalada de violência na Venezuela, o comunicado do Itamaraty não especifica se o governo reconhecerá, ou não, a Constituinte.

O Chile manifestou, por sua vez, "sua profunda decepção com a decisão do governo venezuelano de ter materializado" a eleição da Constituinte e considerou que essa "decisão ilegítima aprofundou ainda mais a divisão na sociedade venezuelana".

As eleições foram realizadas "sem as mínimas garantias para uma votação universal e democrática", nem cumpriram os requisitos estabelecidos na Constituição venezuelana, ressaltou o governo chileno.

"Esta decisão ilegítima aprofundou ainda mais a divisão na sociedade venezuelana", insistiu.

No Twitter, o ministro britânico das Relações Exteriores, Alan Duncan, disse estar "em choque" com a "fraudulenta" Assembleia Constituinte e com as trágicas mortes ocorridas hoje. Foram pelo menos dez.

AFP