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Novo coronavírus deve ser combatido sem vacinas, diz autoridade da OMS

Moderna e Pfizer anunciaram progressos nos testes das vacinas contra a covid-19 nos últimos dias afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. novembro 2020 - 21:17
(AFP)

As vacinas não estarão disponíveis a tempo de erradicar a segunda onda do novo coronavírus, declarou nesta quarta-feira (18) o diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), que pediu para continuar lutando contra a pandemia com medidas preventivas.

As vacinas não são uma fórmula mágica e os países terão que "subir a ladeira" por enquanto sem essa arma, explicou a autoridade da OMS, Michael Ryan.

"Acho que teremos que esperar entre quatro e seis meses antes de atingir qualquer nível significativo de vacinação", explicou ele durante uma sessão de divulgação nas redes sociais.

"Muitos países estão passando por essa onda e vão superá-la, sem vacinas", alertou.

"Temos que entender e assumir que temos que subir o morro, por enquanto, sem vacinas", ressalta.

A farmacêutica Pfizer disse nesta quarta-feira que os resultados finais de sua vacina experimental mostraram que ela era 95% eficaz, enquanto sua concorrente Moderna relatou uma taxa de eficácia de 94,5%.

A Rússia também afirma que seu imunizante tem uma taxa de eficácia de mais de 90%.

"Se aplicarmos as vacinas, mas esquecermos o resto, a covid-19 não será eliminada', acrescentou o diretor de emergência da OMS.

O mundo registrou até agora 55,6 milhões de casos da covid-19 e mais de 1,3 milhão de mortes, de acordo com a última contagem da AFP.

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