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Novo embaixador dos EUA chega ao México em busca de diálogo

Membros da Guarda Nacional mexicana prendem migrantes da América Central tentando atravessar o Rio Bravo, em Ciudad Juarez, em 21 de junho de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. agosto 2019 - 19:42
(AFP)

O novo embaixador dos Estados Unidos no México, Christopher Landau, chegou nesta sexta-feira (16) à capital mexicana com o objetivo de dialogar, no momento de relações bilaterais tensas pelos contínuos embates verbais do presidente Donald Trump.

Landau chegou esta manhã e falou rapidamente com a imprensa no aeroporto da Cidade do México.

"Chego com a mão estendida. Os Estados Unidos ganham quando há um México próspero e estável, e o México ganha quando há um Estados Unidos próspero e estável. Obviamente, há desafios na relação bilateral, mas são os desafios que se espera em uma relação tão próxima", afirmou Landau.

"Venho aqui para ouvir e aprender. Gostaria de conhecer cada rincão do país", acrescentou o embaixador, filho de um diplomata, nascido em Madri e que fala espanhol.

O novo embaixador é um conhecido advogado conservador que não tem experiência diplomática, mas fez estudos sobre a América Latina em Harvard.

A relação bilateral viveu fortes momentos de tensão desde a chegada de Trump à presidência.

Em junho, o presidente Trump ameaçou impor tarifas às exportações mexicanas, se este país não contivesse a onda de migrantes em condição ilegal que tentam chegar aos Estados Unidos. A maioria é procedente da América Central.

Pressionado, o México mobilizou cerca de 21 mil soldados: seis mil em sua fronteira sul, por onde entra boa parte dos migrantes, e outros 15 mil em sua fronteira norte, onde compartilha 3.200 quilômetros de fronteira com os Estados Unidos.

Trump disse estar satisfeito com os esforços mexicanos, embora há alguns dias tenha voltado a criticar o vizinho pelas drogas traficadas do México para os Estados Unidos.

Landau substituiu Roberta Jacobson, uma respeitada especialista em temas do hemisfério ocidental nomeada por Barack Obama. Ela renunciou em maio passado e se tornou uma crítica das políticas de Trump para o México e a América Central.

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