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Novos protestos contra reeleição de Morales tomam as ruas na Bolívia

Manifestantes em marcha convocada por comitês civis para protestar contra os resultados das eleições, em Santa Cruz afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. outubro 2019 - 14:49
(AFP)

Novos choques de rua ocorreram nesta segunda-feira nas cidades de La Paz e Cochabamba (centro), sem entre vizinhos que bloqueiam ruas, sem registro de feridos, no início da segunda semana de protestos contra o resultado eleitoral que deu a vitória ao presidente Evo Morales.

No bairro de Achumani, ao sul de La Paz, os moradores fecharam a principal via com paus e cordas para impedir o trânsito de veículos, o que motivou os motoristas do serviço público a reagir para tentar reabilitar o tráfego, informaram canais de televisão e redes sociais.

A polícia lançou gás lacrimogêneo para dispersar a população local, deixar sem feridos registrados até o momento.

Vários bloqueios de ruas e avenidas também foram realizados em diferentes bairros da capital boliviana.

Somente no centro, onde está localizada a maioria dos escritórios públicos e privados, uma relativa normalidade era registrada.

Os manifestantes - que rejeitam os resultados das eleições de 20 de domingo dando a Morales a vitória no primeiro turno - usaram paus, entulho, cordas e até móveis para dificultar a ação da polícia durante a greve dos cidadãos.

O prefeito de La Paz, o opositor Luis Revilla - aliado político de Carlos Mesa, candidato que perdeu para Morales e denuncia fraude eleitoral - disse à imprensa que a greve é pacífica.

Morales, no poder desde 2006, diz que os protestos fazem parte de um golpe contra sua vitória nas pesquisas para o período 2020-2025.

Na cidade de Cochabamba (centro) também houve confrontos entre habitantes que bloqueiam ruas e outros que se opõem à medida, argumentando que ela gera perdas econômicas.

Nas cidades de Santa Cruz (leste), as mais fortes do país, e na mineradora de Potosí (sudoeste), há uma parada total das atividades.

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