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Novos protestos convocados por Guaidó na Venezuela têm adesão fraca

Apoiadores de Guaidó manifestam-se em Caracas contra o governo Maduro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. novembro 2019 - 20:53
(AFP)

"Não estamos conseguindo nada com isso", lamentou Antonio Figueroa, referindo-se às manifestações contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O chamado do líder opositor Juan Guaidó a um novo dia de protestos, nesta segunda-feira, teve fraca adesão.

"Já fui a muitas marchas, mas não vi nada. O país continua igualzinho", garantiu este comerciante de 53 anos, enquanto caminha em Altamira (leste), bastião da oposição em Caracas. Ele nem sabia que Guaidó tinha convocado mobilizações nas ruas.

Cerca de 100 pessoas se concentraram na central avenida Libertador, que comunica o leste e o oeste da capital venezuelana, com cartazes com mensagens como "rua sem retorno" e "rua pela liberdade".

Um piquete de policiais, com aparelhagem antimotins, dispersou a concentração aos empurrões.

Foi uma resposta fraca à "agenda de conflitos" com a qual Guaidó, líder do Parlamento reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países, procura reativar protestos para tentar expulsar Maduro do poder, denunciando que sua reeleição em 2018 foi fraudulenta.

"O protesto é sinônimo de não se acostumar com a tragédia (...). Cabe a todos enfrentar a ditadura", escreveu Guaidó no Twitter na segunda-feira.

Em El Marqués (leste), Fátima Alayoubi estava protestando na calçada com uma bandeira tricolor na mão ao lado de uma dúzia de pessoas.

"Todos temos medo, mas não vamos chegar a lugar algum em casa", disse a artista de 34 anos, que está resignada em apoiar "seu único líder", à AFP.

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