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Criação de palmer//harding durante o desfile da Semana de Moda de Londres, no dia 19 de setembro de 2017

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Novos talentos que buscam se impor com suas criações competem com grifes históricas como Moschino ou Armani na Semana da Moda de Milão, que começa nesta quarta-feira.

Cerca de 60 desfiles e uma centena de apresentações estão programados para a semana milanesa, que inicia com os desfiles da Gucci, lendária marca comprada pelo grupo Kering, que vive sua renovação com a chegada do excêntrico estilista italiano Alessandro Michele.

A marca de Florença anunciou que não terá em seu casting modelos menores de 16 anos nem excessivamente magras para apresentar sua coleção de primavera-verão 2018.

Os dois maiores impérios do setor de luxo e da moda francesa, LVMH e Kering, se comprometeram a não contratar modelos muito magras (os) nem menores de 16 anos, e cortaram modelos de tamanho 32 feminino e 42 masculino.

A Semana de Moda de Milão acontece por toda a cidade, como nos elegantes palácios da cidade histórica da capital financeira da Itália.

O evento, que começou em 1958, é promovido pela Camera Nazionale della Moda Italiana e conta com a participação de novos estilistas e de marcas como Dolce & Gabbana, Fendi e Prada.

A nova edição vai sediar em 24 de setembro, no templo da lírica, o teatro La Scala, o Oscar da Moda Sustentável, com a entrega do prêmio "O Tapete Verde da Moda Italiana" ao estilista que mais respeita o meio ambiente, como um criador ecológico e responsável.

Entre os novos talentos está o britânico Paul Surridge, que vai apresentar sua primeira coleção desde que começou a trabalhar como diretor artístico para a marca Roberto Cavalli, famosa por seu estilo rock'n roll.

O casal Lucie e Luke Meier também vai estrear em Milão com seus looks para a marca minimalista e sofisticada Jil Sander.

"Lucie e eu trabalhamos junto de maneira natural", disse o canadense Luke Meier em uma entrevista para a revista Vogue.

"Durante 15 anos mantivemos um diálogo muito aberto sobre o design e muitas vezes pensamos que um dia poderíamos trabalhar juntos", disse o estilista, que já trabalhou para as marcas Supremo e OAMC.

Sua esposa, austríaca-alemã, se formou na Louis Vuitton e na Balenciaga antes de assumir a direção artística da Dior.

- Competição difícil entre as marcas -

As marcas Albino Teodoro, Brognano, SSheena e a jovem etiqueta sul-coreana The-sirius, com criações muito futuristas, também vão desfilar pela primeira vez na cidade.

Mas Milão não seria Milão sem os pesos-pesados ​​da moda, como Fendi, Ferragamo, Versace e Prada.

As grandes marcas, após anos difíceis com a queda do mercado asiático combinada com a grande volatilidade da moeda e os ataques terroristas na Europa, estão experimentando um progresso nas vendas.

"Se no passado a melhora foi sinônimo de aumento para todos, hoje a situação pode ser favorável para alguns e muito ruim para os demais", diz Stefania Saviolo, especialista do setor de moda da Universidade Bocconi de Milão.

"Tudo pode variar segundo fatores diferentes, como a própria marca ou a categoria de luxo em que se opera", diz.

A recuperação do setor foi liderada por marcas como a Gucci, cujas vendas no primeiro trimestre de 2017 registraram a maior alta das últimas duas décadas.

Já a Prada parece ter saído de uma onda de sucesso de vendas, e atribui seus problemas ao euro forte.

Na guerra pelos corações dos clientes e suas carteiras, os grupos de luxo têm que lembrar que nada é garantido, pelo menos não para sempre, adverte Stefania Saviolo.

"Nunca se sabe quanto vai durar, os ciclos econômicos estão encurtando e o mercado está cansado das tendências que se sucedem cada vez mais rápido", diz.

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AFP