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Elisha (dir.), filho do Prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel, recebe a placa em homenagem ao pai das mãos de Richard Buery (esq.), subprefeito para Iniciativas Políticas Estratégicas, em Nova York, em 13 de junho de 2017

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A cidade de Nova York batizou uma esquina de Manhattan, nesta terça-feira (13), com o nome de Elie Wiesel, um sobrevivente do Holocausto e Prêmio Nobel da Paz falecido em 2016.

O prefeito Bill de Blasio, a viúva de Wiesel, Marion, e seu filho, Elisha, participaram da cerimônia, sob um sol arrasador na esquina sudoeste da rua 84 e Central Park West, no Upper West Side, bairro onde Wiesel morava.

Considerado principal porta-voz do Holocausto, Wiesel foi homenageado por dedicar sua vida a manter viva a memória do genocídio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Nascido na Romênia, tornou-se cidadão americano em 1963. Faleceu em sua casa, em Manhattan, em 2 de julho do ano passado, aos 87 anos.

Nesse dia, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, ordenou que o topo do One World Trade Center se iluminasse de azul e branco, cores da bandeira israelense, em homenagem a Wiesel.

Ele também é conhecido por seu primeiro livro, "A noite", que detalha suas experiências em campos de concentração nazistas. Publicado em 1956, foi traduzido para mais de 30 idiomas e vendeu mais de 10 milhões de cópias. Também publicou três obras de teatro e vários ensaios.

Ganhou o Nobel da paz em 1986, por ter "dedicado sua vida a dar testemunho do genocídio cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial".

Quando Wiesel faleceu, o então presidente americano, o democrata Barack Obama, considerou-o "uma das grandes vozes morais do nosso tempo e, em muitas maneiras, a consciência do mundo".

Cresceu na Romênia, até ser preso e levado para Auschwitz durante o Holocausto. Tinha 15 anos. Sua mãe e sua irmã morreram nas câmaras de gás, em Auschwitz. Seu pai faleceu diante de seus olhos, em Buchenwald, para onde ele e Elie Wiesel haviam sido transferidos.

Foi libertado por soldados americanos aos 17 anos e conseguiu se reencontrar com suas duas irmãs mais velhas na França. Mais tarde, estudou na Universidade de Sorbonne, em Paris.

Após ser agraciado com o Nobel, Wiesel e sua mulher criaram a Fundação para a Humanidade Elie Wiesel, com a missão de "combater a indiferença, a intolerância e a injustiça, por meio do diálogo internacional e programas dedicados à juventude".

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