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Policial em rua comercial de Drottninggatan após atentado

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A polícia sueca segue interrogando o homem de 39 anos, procedente do Uzbequistão, suspeito de ter cometido o atentado com caminhão que deixou quatro mortos e 15 feridos em Estocolmo.

A seguir, o que se sabe até agora sobre o ataque de sexta-feira no centro de Estocolmo:

- Um caminhão como arma -

Um caminhão avançou contra os pedestres pouco antes das 13H00 GMT (10H00 de Brasília) perto de uma loja de departamentos, na junção entre uma das mais movimentadas ruas de pedestres da capital, Drottningsgatan, e uma das principais artérias da cidade, Klarabergsgatan.

Depois, o veículo se chocou contra a fachada da loja. Uma espessa nuvem de fumaça começou a sair do local.

"Fez o mesmo ruído que uma bomba que explode e começou a sair fumaça da entrada principal" da grande loja de departamento Åhléns, disse uma testemunha no local, Leander Nordling, de 66 anos, ao jornal sueco Aftonbladet.

O local foi isolado rapidamente pela polícia e vários helicópteros sobrevoaram o centro da cidade.

- Quatro mortos -

O ataque deixou quatro mortos, entre eles uma cidadã belga e uma sueca de 11 anos. Quinze pessoas ficaram feridas, 10 das quais seguiam hospitalizadas neste domingo, quatro delas em estado grave.

- Um atentado -

"Os terroristas querem que tenhamos medo, querem que mudemos nossos hábitos, querem que não vivamos nossa vida normalmente. Mas isso é o que vamos fazer. Os terroristas não poderão derrotar a Suécia. Nunca", declarou o primeiro-ministro, Stefan Lovfen, que na véspera classificou o ataque de sexta-feira de "atentado".

O autor do ataque roubou o caminhão aproveitando "uma entrega em um restaurante", declarou uma porta-voz da transportadora Spendrups, Rose-Marie Hertzman.

A polícia anunciou no sábado a descoberta de um artefato suspeito na cabine do caminhão, sem poder informar sua natureza exata.

- Um suposto autor -

A polícia prendeu na sexta-feira em Märsta, 40 km ao norte de Estocolmo, o suposto autor do ataque, um uzbeque de 39 anos, conhecido pelos serviços de inteligência. Neste domingo ele seguia em prisão preventiva.

Seu nome "apareceu em nossa compilação de informações do passado", indicou o chefe dos serviços secretos (Sapo), Anders Thornberg, no sábado em uma coletiva de imprensa.

Vários meios de comunicação locais o descrevem como um simpatizante da organização extremista Estado Islâmico, uma informação que os investigadores se recusam a comentar. Segundo a imprensa, o suspeito é um pai de família que trabalhava na construção.

"Era uma pessoa discreta, um pouco distante, que não chamava a atenção. Ele fez seu trabalho", indicou à AFP Pierre Svensson, chefe de uma empresa de saneamento e descontaminação para a qual o suposto autor do ataque trabalhou no fim de 2016. "Sua atitude não era negativa", disse, depois de afirmar que o homem falava poucas palavras de sueco.

Alguns de seus conhecidos garantiam neste domingo à imprensa que o suspeito não parecia ter se radicalizado. "Ia para festas e bebia", segundo uma destas pessoas.

A polícia interrogou entre sábado e domingo seis pessoas próximas a ele.

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