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Após dois dias de conversações com o ministro iraniano das Relações Exteriores, John Kerry disse que houve progressos tangíveis em questões-chave, mas que ainda existem divergências grandes.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estimou nesta quarta-feira que as negociações com o Irã sobre seu programa nuclear tiveram um progresso "crível" e que o final do prazo para um acordo, no próximo domingo, pode ser ampliado.

Obama revelou que está consultando o Congresso - onde sofre fortes críticas por sua cruzada visando um acordo diplomático com o Irã - enquanto os negociadores se reúnem em Viena nos dias que precedem o fim do prazo.

"Está claro que há verdadeiros progressos em várias áreas e que temos um caminho crível, mas conforme nos aproximamos da data limite para o acordo, há brechas significativas entre a comunidade internacional e o Irã, e temos mais trabalho a fazer", disse o presidente.

"Nossa equipe seguirá com as discussões com o Irã e com nossos parceiros enquanto decidimos se é preciso mais tempo para as negociações".

Obama fez tais declarações após se reunir com o secretário americano de Estado, John Kerry, que lhe informou sobre os progressos realizados após seu encontro em Viena com o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif.

O Irã busca um acordo histórico com os Estados Unidos para aliviar as sanções impostas pelo Ocidente, que impactaram severamente a economia iraniana.

Em virtude do acordo temporário que termina no domingo, o Irã congelou seu enriquecimento de urânio em troca do alívio das sanções, o que foi criticado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu.

O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico e que não busca obter a bomba atômica, mas insiste em manter seu direito ao uso da energia nuclear.

Teerã negocia com o Grupo 5+1, integrado por Grã-Bretanha, China, França, Alemanha, Rússia e Estados Unidos.

AFP