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Voluntários xiitas marcham unidos ao exército iraquiano na luta contra os militantes jihadistas do Estado Islâmico, em 9 de julho de 2014, em Bagdá.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que os ataques aéreos no Iraque permitiram eliminar a sede do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que ameaçava, segundo ele, a vida de milhares de refugiados.

"A situação nas montanhas melhorou, e os americanos deveriam estar orgulhosos dos nossos esforços, porque graças à competência e ao profissionalismo dos nossos militares e à generosidade do nosso povo eliminamos a sede do EI no Monte Sinjar e salvamos muitas vidas inocentes", comemorou Obama, acrescentando que o Exército dos EUA continuará com os ataques aéreos contra o EI no norte do Iraque.

O presidente explicou que a situação por enquanto não exige mais retiradas em massa de civis, como ocorreu nos dias anteriores.

"Graças a esses esforços, não acreditamos que haja outra operação para retirar civis da montanha e, por isso, é pouco provável que a gente precise prosseguir com a ajuda humanitária (na região)", disse.

Com seu habitual ceticismo em relação ao uso das forças militares norte-americanas no Iraque, Obama autorizou na semana passada os ataques aéreos, alertando sobre o risco de "genocídio" contra a minoria yazidi.

Ele acrescentou que os Estados Unidos continuarão realizando ataques aéreos e que intensificarão a ajuda militar ao governo iraquiano e às forças curdas que lutam contra os combatentes do EI.

"Vamos continuar os ataques aéreos para proteger nosso povo e nossas instalações no Iraque", disse Obama, que havia mencionado anteriormente os riscos para o consulado dos Estados Unidos em Erbil como uma razão para a intervenção militar.

Obama disse que ainda vê uma ameaça para os iraquianos, incluindo os cristãos e os muçulmanos, por parte do EI, que prometeu matar qualquer um que não concorde com o radicalismo islâmico dos combatentes sunitas.

O presidente também reiterou seu apelo por um governo "inclusivo", depois de manifestar seu apoio a Haidar al Abadi, recém designado primeiro-ministro do Iraque e que tenta formar um governo.

AFP