AFP

O ex-presidente Barack Obama encontra com o presidente eleito Donald Trump na Casa Branca em Washington, DC, no dia 20 de janeiro de 2017

(afp_tickers)

Barack Obama criticou o seu sucessor, o presidente Donald Trump, nesta quinta-feira por abandonar o Acordo de Paris sobre o clima, alertando que essa decisão faz com que os Estados Unidos "rejeitem o futuro".

"As nações que permanecem no Acordo de Paris serão as nações que colherão os benefícios em empregos e indústrias criadas", afirmou Obama em um comunicado.

"Mesmo na ausência da liderança americana, mesmo que esta administração se una a um pequeno grupo de nações que rejeitam o futuro, estou confiante de que nossos estados, cidades e empresas vão avançar e fazer ainda mais para indicar o caminho e ajudar a proteger o único planeta que temos para as futuras gerações", acrescentou.

Antes de deixar a presidência, Obama ajudou a guiar o pacto internacional histórico, sob o qual todas as nações signatárias se comprometem a limitar o aquecimento global provocado pelas emissões de carbono.

"Foi uma audaz ambição americana que encorajou dezenas de outras nações a estabelecerem objetivos mais altos", disse Obama.

"E o que tornou possível essa liderança e ambição foi a inovação privada dos Estados Unidos e o investimento público em indústrias em crescimento como as de energia eólica e solar", completou.

Mas Trump, que durante a campanha havia prometido anular a participação dos Estados Unidos no pacto, disse que ia abandonar o acordo de Paris porque este prejudica a economia americana.

"O acordo de Paris prejudicaria nossa economia, paralisaria nossos trabalhadores, enfraqueceria nossa soberania, imporia um risco legal inaceitável e nos colocaria em uma desvantagem permanente em relação aos outros países do mundo", disse Trump em um discurso no jardim da Casa Branca.

O republicano disse, no entanto, que está disposto a renegociar o acordo, ou a criar um novo pacto, "em termos que sejam justos para os Estados Unidos, seus negócios, seus trabalhadores, seu povo e seus contribuintes".

AFP

 AFP