AFP

Apoiadores do "sim" no referendo carregam foto do presidente Erdogan, em Istambul, em 16 de abril de 2017

(afp_tickers)

Alguns países ocidentais reagiram com cautela neste domingo após a vitória apertada do presidente Recep Tayyip Erdogan no referendo que lhe dará mais poderes.

Algumas outras capitais europeias, como Londres, devem esperar o parecer da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que enviou uma missão de observadores à Turquia.

- União Europeia -

A União Europeia instou o governo turco a procurar o "maior consenso nacional" para que seja possível aplicar as mudanças, em uma declaração conjunta do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e do comissário europeu para as negociações de ampliação, Johannes Hahn.

- Conselho da Europa -

O secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjorn Jagland, declarou que "em vista dos resultados apertados", o "sim" venceu com 51,37%, "os líderes turcos devem considerar os próximos passos com sabedoria".

Jagland ressaltou a importância de "assegurar a independência do poder judiciário, conforme o princípio do Estado de Direito inscrito na Convenção Europeia dos Direitos Humanos".

"O Conselho da Europa, di qual a Turquia é um membro pleno, está disposto a apoiar o país neste processo", acrescentou.

- Áustria -

O ministro das Relações Exteriores da Áustria, Sebastian Kurz, declarou no Twitter que o resultado "mostra como o país está dividido o país e que a parceria "com a UE será ainda mais complexa".

A Turquia é oficialmente candidata à adesão, mas o processo está num impasse há anos.

- Dinamarca -

"É raro ver uma democracia restringir uma democracia. A maioria tem o direito de decidir, mas estou muito preocupado com a nova Constituição turca", declarou o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, no Twitter.

- OTAN -

Um representante da OTAN declarou que o referendo constitucional de um membro como a Turquia, "é um assunto do povo turco".

AFP

 AFP