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Logo da Odebrecht na Vila Olímpica do Rio de Janeiro, 23 de junho de 2016

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A Odebrecht pediu ao Equador que suspenda a aplicação de multas, em troca de informações sobre os milhões de dólares que supostamente teria entregue a funcionários equatorianos para obter contratos no país, informou nesta quinta-feira a Procuradoria em Quito.

"A empresa pretendia que, como consequência do acordo, não lhe fosse exigida informação adicional ou qualquer tipo de indenização, multa ou pagamento por qualquer conceito", assinalou a Procuradoria.

"Isto foi rejeitado e não será incluído em um eventual acordo" para a entrega de informação, acrescentou a Procuradoria.

Segundo o órgão, a Odebrecht também "pretendia chegar a um acordo sem entregar qualquer informação, e com o Estado equatoriano declarando que todos os processos contratuais observaram as normas internas para obras públicas".

O procurador-geral do Estado, Diego García, e o promotor nacional, Galo Chiriboga, se reuniram com representantes e advogados da Odebrecht na terça e quarta-feira, em Washington, visando um acordo de cooperação para revelar os envolvidos em subornos da companhia no Equador.

Quito exigiu uma indenização não especificada pelos "danos que tenham gerado os atos ilícitos cometidos pela empresa", destacou a Procuradoria.

"Até o momento, as autoridades equatorianas não firmaram qualquer tipo de acordo com a Odebrecht, e exigem que a construtora entregue - de maneira completa e detalhada - toda a informação já revelada às autoridades do Brasil e ao departamento de Justiça dos Estados Unidos".

A justiça equatoriana ainda não processou qualquer funcionário envolvido no caso Odebrecht, que é investigado pela Procuradoria com base em revelações do departamento americano de Justiça de que a empreiteira pagou 33,5 milhões de dólares a funcionários equatorianos entre 2007 e 2016.

O presidente Rafael Correa revelou no sábado passado que "segue negociando com a Odebrecht para que entregue diretamente a lista" dos equatorianos subornados, e acusou a oposição de explorar o tema para manchar a imagem do governo.

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AFP