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Logo da Odebrecht na Vila Olímpica do Rio de Janeiro, 23 de junho de 2016

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A Odebrecht pagou comissões milionárias aos filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli, que governou o Panamá de 2009 a 2014, e a vários de seus ministros, revelou um executivo do grupo brasileiro.

Em depoimento na Cidade do Panamá, o procurador Zuleyka Moore revelou o acordo obtido entre a Procuradoria e André Campos Rabello, principal executivo da Odebrecht no país.

Com base no acordo, Campos Rabello revelou que Ricardo e Luis Enrique Martinelli, filhos do então presidente, "requereram um pagamento de seis milhões de dólares" da Odebrecht.

O pagamento ocorreu em "diversas parcelas, utilizando empresas de distintas jurisdições".

Segundo o executivo, os subornos foram pagos entre 2009 e 2010 para facilitar trâmites burocráticos relacionados à construção de uma estrada e a obras de saneamento na baía do Panamá, dois projetos da Odebrecht.

Posteriormente, os dois filhos de Martinelli, atualmente procurados pela Interpol, receberam cerca de 50 milhões de dólares por outros serviços ao grupo brasileiro, segundo Moore.

O procurador informou ainda que os então ministros da Economia, Frank de Lima; Presidência, Demetrio Papadimitriu, e Obras Públicas, Jaime Ford, receberam da Odebrecht 7 milhões, 4 milhões e 1,8 milhão de dólares, respectivamente.

O então ministro da Habitação e candidato do governo nas eleições presidenciais de 2014, José Domingo Arias, teria recebido 10 milhões de dólares da Odebretch para sua campanha eleitoral.

De Lima, Ford e Arias estão detidos, enquanto Papadimitriu foi beneficiado recentemente por medida cautelar.

Martinelli, detido em Miami a espera de ser extraditado para o Panamá, está sendo investigado por múltiplos casos de corrupção durante seu governo, e boa parte de seu gabinete já está na cadeia.

O grupo Odebrecht, que concordou em pagar ao Panamá uma indenização de 220 milhões de dólares e colaborar com a justiça, admitiu ter entregue 59 milhões de dólares em subornos entre 2010 e 2014 em troca de contratos para obras no país.

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AFP