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O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no dia 25 de setembro de 2015

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A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou nesta segunda-feira a criação de uma missão de combate à corrupção e à impunidade em Honduras, em resposta a um pedido formulado pelo governo do país.

A Missão de Apoio Contra a Corrupção e à Impunidade em Honduras (MACCIH) será presidida por um "juiz de reconhecimento internacional e alto nível de competência", a ser designado pela OEA, e terá como prioridade o fortalecimento do aparato judicial hondurenho, segundo documentos distribuídos pela organização.

Ao fazer o anúncio, o secretário geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro, afirmou que o objetivo é que o sistema judicial hondurenho "seja uma ferramenta efetiva na luta contra a impunidade".

O anúncio da MACCIH foi feito na sede da OEA, em Washington, com a presença do presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, que destacou o papel essencial que a missão terá no "fortalecimento das instituições" de seu país.

"É prioridade para Honduras fortalecer nosso sistema judicial", afirmou Hernández, que acredita que a missão permitirá um "tratamento integral" dos casos de corrupção e impunidade.

A criação de uma comissão especial, com integrantes estrangeiros para investigar a corrupção em Honduras, nos moldes em que foi criada na Guatemala, foi uma exigência de numerosas manifestações nas ruas de todo o país há vários meses.

Pelo menos 17 protestos foram realizadas em Tegucigalpa para pedir a criação da comissão anticorrupção, ao passo que 22 manifestantes começaram em julho uma greve de fome nas imediações do palácio presidencial.

No caso guatemalteco, as investigações realizadas pela comissão anticorrupção conduziram à renúncia do presidente Otto Pérez.

AFP