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O presidente guatemalteco, Otto Pérez, na Cidade da Guatemala, no dia 12 de junho de 2015

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A Organização dos Estados Americanos (OEA) apoiou nesta segunda-feira a celebração de eleições-gerais na Guatemala em setembro e rechaçou de forma explícita "qualquer ameaça" a um eventual rompimento da ordem institucional no país, palco de uma aguda crise política.

Durante sua 45ª Assembleia geral, em Washington, a OEA aprovou por consenso uma resolução na qual reiterou seu compromisso com "a plena vigência do marco democrático e constitucional" e o respeito à lei no país centro-americano.

O rascunho desta resolução tinha sido apresentado na sessão matutina da Assembleia geral pelo chanceler argentino, Héctor Timerman, que expressou a "preocupação" do seu governo com a situação na Guatemala.

O texto recebeu o rápido apoio de várias delegações e parecia que seria aprovado imediatamente por unanimidade. No entanto, a representante de São Vincente e Granadinas, La Celia Prince, pediu mais tempo para que os países caribenhos possam revisar o texto em seus respectivos idiomas.

O chanceler da Guatemala, Carlos Morales, agradeceu a proposta, destacando que, "ao aprovar esta resolução, esta organização apoia a institucionalidade na Guatemala" e "ao mesmo tempo, apoia a estabilidade política no país".

O governo do presidente guatemalteco, Otto Pérez, enfrenta enormes pressões desde abril, quando explodiu um escândalo de sonegação fiscal na alfândega, na qual altos funcionários cobraram suborno de empresários para evadir impostos alfandegárias.

Segundo a promotoria, a rede seria chefiada por Juan Carlos Monzón, atualmente foragido, que era secretário pessoal da ex-vice-presidente Roxana Baldetti, que reconheceu o escândalo.

Em maio, um novo escândalo veio a público, levando à detenção dos presidentes do Banco da Guatemala (Banco Central), Julio Suárez, e do presidente do Instituto Guatemalteco de Seguro Social (IGSS) por um contrato irregular com uma empresa farmacêutica da ordem de US$ 15 milhões.

Os dois casos motivaram manifestações multitudinárias para exigir a renúncia do presidente Pérez, enquanto a Suprema Corte deu seu aval, na semana passada, para que o Congresso a retirada da imunidade do chefe de Estado.

Em meio a este clima, surgiu o temor entre analistas de que as eleições de setembro corressem risco e que o governo poderia não terminar seu mandato, que se encerra em janeiro de 2016.

AFP