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OEA dividida sobre crise na Venezuela

Foto de arquivo do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, durante reunião com o sultão de Omã, no palácio real de Beit Al Baraka, em Mascate, 14 de junho de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. janeiro 2019 - 23:57
(AFP)

O reconhecimento do líder do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino, não teve o consenso na Organização de Estados Americanos (OEA), onde um grupo de 16 países apoiou uma declaração ao seu favor, da qual se retiraram mais da metade dos membros, entre eles o México, que pediu para revisar o status jurídico da nomeação.

Em uma reunião extraordinária do Conselho Permanente para analisar a crise na Venezuela, os 16 países, entre os quais Brasil, Argentina, Canadá e Estados Unidos, se pronunciaram a favor de Gauidó, líder legislativo, em sua queda de braço com o presidente Nicolás Maduro.

A sessão contou com a participação do chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, um dia depois de os Estados Unidos e outros países americanos, como Brasil, Colômbia e Argentina terem reconhecido a autoproclamação de Guaidó como presidente interino.

"Agora chegou a hora de a OEA, como instituição, fazer o mesmo", disse Pompeo na sessão.

O secretário de Estado disse que "o tempo de discutir acabou" e que "o regime do ex-presidente Nicolás Maduro é ilegítimo".

O Departamento de Estado anunciou que está preparando um pacote de ajuda de 20 milhões de dólares para a Venezuela para ser entregue "quando for possível logisticamente", em resposta a um pedido feito pela Assembleia Nacional, presidida por Guaidó.

"Reitero nossas ameaças a qualquer decisão dos elementos remanescentes do regime de Maduro sobre o uso da violência para reprimir uma transição política", alertou Pompeo, em um momento em que, segundo a ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS), os distúrbios durante os protestos contra Maduro deixaram 26 mortos.

O discurso de Pompeo foi interrompido pela ativista Medea Benjamin, da organização Code Pink, que ergueu um cartaz que dizia "OEA, não apoie um golpe de Estado na Venezuela", antes de ser retirada da sala.

O segundo mandato de Maduro, iniciado em 10 de janeiro, após eleições consideradas fraudulentas pela oposição, não foi reconhecido por grande parte da comunidade internacional.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, cumprimentou nesta quarta-feira Guaidó, quase imediatamente depois de ele se autoproclamar presidente interino da Venezuela.

A sessão na OEA foi convocada na terça-feira, antes da autoproclamação de Guaidó, a pedido das missões permanentes de Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos e Peru.

A declaração dos países que apoiaram Guaidó pediu que se "garanta a segurança e a proteção do presidente encarregado, Juan Guaidó, e dos membros da Assembleia Nacional".

"Fazemos um apelo veemente para que se respeite o foro da Assembleia Nacional, assim como os direitos de todos os seus integrantes de exercer, sem limitações, as atribuições que lhes foram encomendadas", manifestaram os países signatários em seu comunicado.

Almagro expressou no Twitter seu apoio à declaração, apesar de esta não contar com o apoio unânime dos 34 membros ativos da organização.

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