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O secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro, em coletiva de imprensa em Assunção, em 14 de julho de 2016

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O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, expressou sua preocupação com os direitos dos imigrantes após a chegada de Donald Trump à Casa Branca, em um discurso nesta quarta-feira no Parlamento Europeu.

Almagro disse que "não seria admissível" um retrocesso nos "progressos específicos que ocorreram em matéria de direitos civis e sociais no contexto interamericano", e manifestou sua preocupação sobre "como será implementado qualquer esquema de deportação".

"O tema é como se realiza isto e como se respeitam os direitos dos imigrantes. Os direitos econômico, social, cultural, civil e político que têm cada imigrante".

As declarações do chefe da OEA chegam no momento em que Trump firma o decreto para a construção do muro na fronteira com o México e determina os mecanismos para acabar com as chamadas "cidades santuário", onde as autoridades se negam a deter os imigrantes ilegais para sua deportação.

Almagro recordou que a política migratória dos Estados Unidos não começou com a nova administração, que prevê deportar cerca de 3 milhões de pessoas, e que o ex-presidente Barack Obama deportou 2,5 milhões de imigrantes.

O secretário-geral da OEA também criticou o diálogo na Venezuela entre governo e oposição, cujos resultados considerou "negativos", já que serviram para "consolidar (...) a estratégia do governo para negar um referendo revogatório" do mandato do presidente Nicolás Maduro.

"Acreditamos que o diálogo tem que ser um diálogo político de alto nível", mas isto "é muito difícil de se fazer quando os principais líderes da oposição estão presos, como é o caso de Leopoldo López".

AFP