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OEA se reunirá em 15 de junho para analisar situação na Nicarágua

O presidente Daniel Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, durante o 41º aniversário da Revolução Sandinista, em Manágua, 19 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. junho 2021 - 18:42
(AFP)

A Organização dos Estados Americanos (OEA) se reunirá na próxima terça-feira para analisar a situação na Nicarágua, onde o governo de Daniel Ortega deteve quatro candidatos à presidência nas eleições de novembro, entre outros opositores, nos últimos dias.

O Conselho Permanente da OEA, que reúne os 34 membros ativos do bloco regional, realizará uma sessão extraordinária em 15 de junho para "tratar da situação na Nicarágua", segundo um comunicado.

A reunião, que será em formato virtual, foi solicitada por Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Estados Unidos, Paraguai e Peru.

Um projeto de resolução apresentado por esses países pede a "libertação imediata" dos detidos, assim como de todos os presos por motivos políticos na Nicarágua.

Além disso, insta o governo Ortega a aplicar todas as normas internacionais relevantes para a realização de eleições livres e justas em 7 de novembro, "incluindo a boa recepção de observadores eleitorais confiáveis da OEA e de outros países".

O texto destaca com "grande preocupação" que as autoridades nicaraguenses não implementaram as reformas eleitorais até maio deste ano para garantir a transparência das eleições de 7 de novembro, prazo fixado pela Assembleia Geral da OEA em outubro passado.

A convocação para a terça-feira veio depois que o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, pediu na quarta a suspensão da participação da Nicarágua no bloco regional pelo que considerou um "ataque sem precedentes" de Ortega contra seus oponentes.

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