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O secretário-geral da OEA, Nicolás Almagro, e a chanceler argentina, Susana Malcorra, participam da sessão em Washington

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A 29ª reunião de consultas da Organização de Estados Americanos (OEA), convocada nesta quarta-feira em Washington para discutir a situação na Venezuela, foi suspensa sem alcançar um acordo sobre o tema.

Diante do impasse nas negociações, que chegou ao ponto de impedir a aprovação de uma Declaração e até mesmo de se obter um texto de consenso, as delegações acordaram tentar agendar outra reunião antes da Assembleia Geral da OEA, que será realizada entre 19 e 21 de junho no México.

"Acertamos estabelecer um caminho, construir um consenso, chegar a um acordo", explicou o chanceler do México, Luis Videgaray, falando em nome dos 14 países que apoiam um projeto de declaração mais firme.

De acordo com o chefe da diplomacia mexicana, "o prazo que temos é muito claro: chegar a um consenso antes da Assembleia Geral" da OEA, prevista para de 19 a 21 de junho, em Cancun.

Representando os países do bloco do Caribe, o chanceler das Bahamas, Darren Henfield, também propôs que os governos "instruam seus representantes permanentes na OEA a continuar os esforços para que tenhamos uma reunião antes da Assembleia no México".

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, declarou que "segue-se trabalhando, a Venezuela segue na agenda e a comunidade internacional está preocupada com o que está acontecendo na Venezuela".

Almagro reafirmou que as preocupações se concentram "na violência que o povo da Venezuela sofre, com as mortes que o povo da Venezuela sofre, com a repressão, com a violência e com a perda de democracia e de liberdades".

Já a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, declarou que Almagro e a oposição na Venezuela foram "derrotados" nesta quarta-feira.

"Países do G15 chegaram com um plano de intervenção em busca de consenso e o único consenso é que não há consenso. Venceu a moral (...). Foram derrotados".

Os chanceleres e representantes dos 34 países da organização regional já iniciaram a reunião com divergências de ideias sobre como encontrar um caminho viável para a crise venezuelana.

As tensões provocadas pela convocação fizeram com que, até a véspera, apenas pouco mais da metade dos ministros de Relações Exteriores tivessem confirmado sua presença.

Foi justamente a decisão do Conselho Permanente da OEA de convocar a reunião de consultas que motivou a reação da Venezuela de iniciar formalmente a saída da entidade continental, um processo que deve demorar dois anos até se concretizar.

Desde que iniciou o processo, a Venezuela deixou de comparecer às reuniões na sede da OEA, embora algumas horas antes do início da consulta nesta quarta-feira tenha acreditado sua participação.

Os 34 países do bloco se credenciaram a participar da reunião de chanceleres, mas o encontro começou com a cadeira do representante venezuelano vazia.

Na abertura dos trabalhos, a delegação da Nicarágua expressou seu "mais firme repúdio e enérgica condenação" pelo gesto "inamistoso" da OEA de realizar una sessão de consultas sobre a situação na Venezuela sem o consentimento deste país.

Impulso ao novo diálogo

Há três propostas de Declaração que, com algumas diferenças de tom, pedem ao governo da Venezuela que desista de sua iniciativa de convocar uma Assembleia Constituinte, e proceda à libertação de presos por razões políticas.

Uma proposta é de Antiga e Barbuda, outra foi apresentada por Peru, Canadá, Estados Unidos, México e Panamá, e a terceira pelo bloco de países do Caribe, o CARICOM.

Mas as consultas nos bastidores podem resultar no avanço de uma proposta diplomática: estabelecer um Grupo de Contato, formado por vários países - inclusive de fora do continente - que atue como mediador de um novo esforço de diálogo entre o governo venezuelano e a oposição.

O diálogo não será fácil. Em Bruxelas, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Julio Borges, disse que a Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro é um "golpe de Estado".

Uma centena de venezuelanos se amontoaram sob um sol inclemente em frente à sede da OEA, em Washington, para expressar seu repúdio ao governo venezuelano, ao qual qualificaram, aos gritos, de "ditadura", enquanto um punhado de pessoas gritavam logo atrás palavras de ordem a favor de Maduro.

"Estão matando nossos garotos", disse à AFP a venezuelana Auxiliadora Pacheco de 68 anos, pedindo aos chanceleres reunidos chegar a um acordo que permita "eleições livres" em seu país.

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AFP