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Tanque israelense atira nos arredores da Faixa de Gaza, em 23 de julho de 2014

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A ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza matou 84 palestinos na quarta-feira e manhã desta quinta, elevando a mais de 730 o número de óbitos no território - a maioria civis - em 17 dias de ataques, informaram os serviços locais de segurança.

O conflito, iniciado no dia 8 de julho, também matou 34 israelenses, sendo 32 militares em combates e dois civis vítimas de um foguete disparado da Faixa de Gaza.

Em Gaza, o porta-voz dos serviços de emergência, Achraf al-Qodra, informou 66 mortes na quarta-feira e outras 18 na madrugada e manhã desta quinta devido aos ataques israelenses.

Em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, seis palestinos de uma mesma família, incluindo duas crianças, foram mortos na manhã desta quinta em um bombardeio israelense.

"Seis membros da família Al-Aftal, incluindo uma menina de cinco anos e um menino de três, estão mortos", disse Achraf al-Qodra.

Muitas crianças estão entre as vítimas dos ataques aéreos e disparos de artilharia do Exército hebreu contra diversos setores da Faixa de Gaza, destacou o porta-voz.

A informação sobre o número de óbitos é difícil de se verificar diante do caos que domina a Faixa de Gaza, da impossibilidade de se evacuar as vítimas e da falta de coordenação entre os serviços de socorro, enquanto os corpos continuam sendo retirados dos escombros das casas bombardeadas.

Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 80% dos palestinos mortos são civis, e o Centro de Direitos Humanos da Palestina, com sede em Gaza, informa que os ataques já mataram 90 mulheres e 160 crianças.

A ONU confirma que os civis são a maioria das vítimas na Faixa de Gaza.

AFP