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Soldados entram em uma casa durante uma operação contra militantes do talibã na cidade paquistanesa de Miranshah

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Mais de 800.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas desde o início da ofensiva militar no noroeste do Paquistão, informaram nesta quarta-feira autoridades.

Islamabad lançou em meados de junho uma operação para expulsar os rebeldes talibãs e seus aliados da Al-Qaeda da zona tribal do Waziristão do Norte, que haviam convertido em seu principal santuário na região.

Desde então, os habitantes deste distrito fronteiriço com o Afeganistão fugiram às cidades e regiões vizinhas.

Até hoje, "833.274 pessoas e 66.726 famílias do Waziristão do Norte foram registradas como deslocadas" no noroeste do Paquistão, declarou à AFP Arshad Khan, diretor da Autoridade de Gestão das Catástrofes (FDMA) para as zonas tribais. Do total, 30% dos deslocados são mulheres e 43% crianças, acrescentou.

Khan declarou, no entanto, que este número era, sem dúvida, superior à realidade, porque é possível que parte dos deslocados tenham sido registrados duas vezes. E estimou que no local só restaram alguns civis para vigiar as casas.

O exército prosseguia nesta quarta-feira com sua ofensiva aérea e terrestre. Na terça-feira anunciou que seus aviões haviam destruído sete refúgios e matado 13 combatentes rebeldes.

Desde o início da ofensiva, o exército afirma ter matado quase 400 rebeldes, e perdido 20 soldados. Não é possível verificar estes números com fontes independentes diante da impossibilidade de os meios de comunicação terem acesso às zonas de combate.

O Waziristão do Norte era um refúgio para os rebeldes talibãs paquistaneses do TTP, em guerra contra Islamabad, e para seus aliados estrangeiros da Al-Qaeda, mas também a retaguarda dos talibãs afegãos que lutam contra o governo de Cabul e seus aliados da Otan do outro lado da fronteira.

AFP