A ofensiva do regime de Damasco, apoiado pelo exército russo, contra o último bastião dominado pelos extremistas e rebeldes no noroeste sírio, já provocou a fuga de mais de 800 mil pessoas do local desde dezembro, anunciou as Nações Unidas nesta quinta-feira (13).

"Dos mais de 800 mil deslocados no noroeste da Síria desde o último 1º de dezembro a 12 de fevereiro de 2020, cerca de 60% deles são menores", informou o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).

"As pessoas que vivem no noroeste estão passando por uma das piores crises desde o início da guerra na Síria" em 2011, acrescentou.

A província de Idlib, assim como setores adjacentes às províncias de Aleppo, Hama e Latakia, são o último reduto dominado em parte pelos extremistas do Hayat Tahrir al Sham (HTS, antigo braço sírio do Al Qaeda) e por grupos insurgentes desse país em guerra.

Apenas entre 9 a 12 de fevereiro, cerca de 142 mil pessoas foram deslocadas por causa dos combates, segundo a ONU.

Além disso, estima-se que 82 mil estejam dormindo ao ar livre, em meio a uma onda de frio na região, que causa nevascas e temperaturas abaixo dos 0ºC, o que faz acreditar numa possível nova crise humanitária.

A região de Idlib tem normalmente três milhões de habitantes, dos quais a maioria já vieram deslocados de outras partes da Síria, essas reconquistadas pelo regime.

Desde dezembro o local é de novo palco de uma ofensiva mortal do regime sírio, que conta com o apoio da aviação russa.

Na terça-feira, a ONU tinha estimado o número de deslocados em 690 mil e já tinha considerado essa onda de migração a maior desde o início do conflito.

Várias ONGs pediram um cessar fogo imediato para poder proporcionar ajuda humanitária urgente aos deslocados. Inúmeros hospitais, clínicas e outros estabelecimentos médicos tiveram que suspender suas atividades por causa da violência.

Iniciada em março de 2011, a guerra síria se transformou desde então em um conflito e já deixou mais de 380 mil mortos.

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