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OIT aponta pequena queda do desemprego na América Latina em 2018

Trabalhadores do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial e membros de outros sindicatos de empresas estatais protestam contra demissões, em 02 de outubro de 2018, em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. dezembro 2018 - 20:30
(AFP)

O desemprego na América Latina no Caribe em 2018 ficou em 7,8% contra 8,1% de 2017, devido à melhora no emprego no Brasil, segundo o relatório anual regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta terça-feira (18) em Lima.

"Esta leve baixa reverte a tendência altista dos últimos três anos. Embora ainda seja modesta, em um cenário marcado pela incerteza e pela volatilidade", aponta o relatório da OIT apresentado em sua sede regional em Lima.

O panorama laboral na região continua sendo vulnerável aos "vai e vens políticos, comerciais e de investimentos em nível externo e interno", acrescenta.

"Embora a taxa de desemprego tenha baixado em 2018, isso significa que ainda há na região cerca de 25 milhões de mulheres e homens que buscam trabalho, mas não conseguem", advertiu Carlos Rodríguez, diretor regional da OIT durante uma coletiva de imprensa.

Rodríguez explicou que em um contexto de crescimento econômico lento, a melhora da taxa de desocupação "foi modesta".

Segundo a OIT, caso se cumpra o pronóstico regional do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2019 de um potencial de crescimento econômico médio de 2,2%, estariam sendo criados mais um milhão de empregos.

O economista da OIT Hugo Ñopo, afirmou que a queda na taxa de desemprego em 2018 foi impulsionada em grande parte pela melhora no Brasil, que representa 40% da população economicamente ativa (PEA) da região.

Ele afirmou que o grande objetivo para América Latina e Caribe é avançar na redução das desigualdades de gênero no trabalho. "Embora o aumento da participação laboral das mulheres tenha sido constante, continua sendo menor em 20% do que a dos homens, assim como nos salários".

"A taxa de desemprego feminino chegou a 10% no terceiro trimestre de 2018. Este indicador é mais alto do que o de homens, que registrou 7,3% no mesmo período", acrescentou.

Ñopo também informou que o estudo da OIT aponta que a situação laboral dos jovens, entre 14 e 25 anos, constitui "um sinal de alarma".

"A taxa de desemprego no setor juvenil na região chegou a 19,6% no terceiro trimestre deste ano, o que implica em uma alta entre 4 e 5 pontos percentuais nos últimos quatros anos", disse.

"Um em cada cinco jovens na região busca trabalho e não encontra", informou.

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