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Soldados colombianos na área rural do departamento de Cauca em 15 de abril

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O Exército colombiano confirmou que oito membros das Farc morreram neste sábado no noroeste da Colômbia, em uma ofensiva oficial que deixou 34 rebeldes mortos desde a última quinta-feira e que levou a guerrilha a anunciar o fim do cessar-fogo unilateral em meio às negociações de paz.

Membros do Exército e da Força Aérea coordenados com a Polícia entraram em confronto em uma área rural da localidade de Segovia, departamento de Antioquia, com integrantes da quarta frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Nos confrontos, morreram oito rebeldes e um ficou ferido, que pertenciam à frente Raúl Eduardo Mahecha da organização guerrilheira.

Na quinta-feira, morreram 26 guerrilheiros durante um bombardeio contra um acampamento das Farc em uma área rural do município de Guapi, na região de Cauca (sudoeste).

Esta operação levou as Farc a suspender a trégua unilateral que haviam decretado em dezembro para diminuir o conflito, no marco dos diálogos que governo e guerrilha sustentam desde 2012 em Cuba para acabar com um conflito armado de mais de meio século. O presidente Juan Manuel Santos disse que se tratou de uma "ação legítima do Estado".

Os diálogos acontecem sem que se estabeleça uma trégua bilateral, porque o presidente Juan Manuel Santos considera que a guerrilha poderia usá-la para se fortalecer, apesar de nos últimos meses ambas partes tenham dado passos para reduzir a violência, incluindo o cessar de bombardeios oficiais ordenado por Santos em março.

No entanto, esta decisão foi suspensa pelo mandatário após um ataque do grupo rebelde a um acampamento militar no Cauca há pouco mais de um mês, que custou a vida de 11 militares e gerou uma forte rejeição da sociedade colombiana, cada vez mais cética a respeito do êxito das negociações.

Em Cuba, as partes alcançaram acordos parciais sobre a reforma agrária, participação política e drogas ilícitas, mas faltam um acordo sobre o tema das vítimas, o desarmamento e o mecanismo para referendar um eventual pacto final.

O conflito armado colombiano deixou pelo menos 220.000 mortos e mais de seis milhões de pessoas deslocadas.

AFP