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Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, no dia 18 de maio de 2015

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Delegados de 180 países reunidos para a Assembleia Mundial da Saúde, que terminou nesta terça-feira, aprovaram uma série de reformas da Organização Mundial de Saúde (OMS), incluindo um fundo especial de 100 milhões de dólares - após a criticada gestão da epidemia de Ebola, que deixou 11.132 mortos.

Os estados membros da OMS, reunidos em assembleia-general em Genebra, aprovaram um vasto plano de reformas proposto por Margaret Chan, diretora da organização.

Estas reformas permitirão que a OMS "reaja rapidamente, com agilidade e eficácia às emergências e às epidemias", informou a organização.

Este plano bota especialmente à disposição da OMS um grupo de pessoas dedicadas a emergências. Também prevê a criação de um fundo de reserva de 100 milhões de dólares para financiar operações de emergência por um período que pode ir até três meses.

Estes fundos, financiados pelas contribuições voluntárias dos estados, estarão sob a alçada da diretora-geral da OMS.

A gestão da OMS sobre a epidemia de Ebola, que infectou cerca de 27.000 pessoas e deixou 11.132 mortos, segundo informou nesta terça-feira a OMS, foi alvo de críticas.

A agência sanitária da ONU foi acusada de reagir tardiamente aos casos de Ebola que começaram a se multiplicar na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa na primeira metade de 2014.

Um grupo de especialistas independentes com mandato na ONU denunciou este mês o atraso e as falhas da OMS em sua gestão da "epidemia sem precedentes" de Ebola.

Um grupo presidido pela britânica Barbara Stocking, ex-presidente da Oxfam Grã-Bretanha, "continua sem entender por que os alertas precoces feitos entre maio e junho de 2014 não tiveram uma resposta séria e adequada", segundo o informe divulgado em uma versão preliminar. O texto final será publicado em meados de junho.

AFP