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A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quarta-feira que o risco de uma propagação epidêmica do vírus zika na Europa é baixo ou moderado com a chegada do verão

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O risco de uma propagação do vírus zika é "elevado" em certas regiões costeiras do Mar Negro com a aproximação do verão, mas é considerado "baixo ou moderado" na Europa, afirmou nesta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Graças às medidas de prevenção colocadas em andamento, "o risco global de epidemia da doença do zika vírus na região europeia da OMS é baixo ou moderado no final da primavera e no verão", informou o organismo das Nações Unidas em um comunicado.

Contudo, a probabilidade de uma transmissão local do vírus é elevada em zonas onde se encontra o mosquito Aedes aegypti, principal vetor do vírus, como na ilha portuguesa da Madeira e nas regiões da Geórgia e da Rússia próximas ao Mar Negro, segundo a OMS.

A probabilidade é moderada em 18 países devido à presença do mosquito tigre (Aedes albopictus), transmissor "secundário" do vírus.

Em outros 36 países, a probabilidade é baixa, muito baixa ou inexistente, especialmente na Europa central, Europa do Leste e no norte da Europa, graças às condições climáticas e onde não há a presença do mosquito do tipo Aedes.

O risco de propagação é "variável de um país a outro", segundo a doutora Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa. Os países mais expostos devem imperativamente colocar em andamento políticas de saúde pública destinadas a "prevenir uma onda de grande envergadura da epidemia".

Dos 51 Estados em questão, 41 (ou 79%) têm "boa ou muito boa capacidade" de controle sanitário, observa a OMS sem nomeá-los, mas ressaltando as "variações significativas" de um país para o outro.

A OMS "convoca os países que correm um risco maior a reforçar as capacidades nacionais e dar prioridade às atividades para evitar um surto em grande escala".

A probabilidade de transmissão do vírus - e não a sua propagação - é mais alta na França metropolitana, comparável à da Grécia, Albânia, Israel e Geórgia.

Isto é explicado pela presença do mosquito tigre em 30 departamentos franceses, pelo clima propício para a sua instalação nas regiões do sul, em particular, por casos anteriores de transmissão de dengue ou chikungunya, conexões por via aérea ou marítima, densidade populacional e urbanização, aponta a OMS.

Ainda assim, o risco de epidemias é considerado limitado. "Embora a França esteja no topo do ranking dos 18 países com probabilidade moderada, temos confiança em sua capacidade de detectar rapidamente qualquer tipo de transmissão e responder" a esse fenômeno, indicou o epidemiologista Colleen Acosta durante uma teleconferência.

Além disso, a transmissão do vírus pelo mosquito tigre ficou demonstrada em laboratório, mas ainda não foi constatada nos humanos.

O zika vírus foi identificado em Uganda em 1947 e é considerado responsável por muitos casos de malformação congênita em bebês, como a microcefalia, e doenças neurológicas raras em adultos.

AFP