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Um homem é vacinado contra o Ebola, em Conakry, Guiné, no dia 10 de março de 2015

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Quatrocentos milhões de pessoas no mundo não têm acesso a serviços essenciais de saúde e custeá-los está empurrando muitas delas para a pobreza, escreveram o Banco Mundial (BM) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório publicado nesta sexta-feira.

O documento analisou a cobertura médica universal (CMU) no mundo e constatou que mais pessoas do que nunca - 80% - têm acesso a serviços essenciais de saúde.

Um sistema de cobertura médica universal oferece serviços a toda a população, sem importar seu nível sócio-econômico, destacou o informe. Entre eles, deve incluir planejamento familiar, cuidados pré-natais, assistência qualificada em partos, vacinação infantil, tratamento para a tuberculose e o HIV e acesso a saneamento e água potável.

Mas, centenas de milhões de pessoas só têm acesso a poucos destes serviços. Além disso, em países de renda baixa e média, 6% da população corre o risco de mergulhar na extrema pobreza por ter que pagar altos custos com a saúde.

"Este relatório é alarmante: mostra que estamos longe de cumprir com a universalidade dos cuidados médicos", afirmou Tim Evans, diretor do departamento de saúde e população do Banco Mundial.

"Temos que estender o acesso à saúde e proteger os mais pobres dos custos de tratamento que estão lhes causando graves dificuldades econômicas", acrescentou Evans.

O BM e a OMS observam que, durante a última década, os gastos com saúde empobrecem cada vez mais as pessoas.

"No entanto, ainda nos resta um longo caminho para conseguir a cobertura médica universal, tanto em termos de serviços de saúde quanto em termos de cobertura econômica", destacou o informe.

O documento buscou definir a CMU como serviços essenciais quantificáveis, a fim de poder avaliar o desempenho de governos e comunidades.

AFP