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(Arquivo) Foto tirada em 8 de março de 2016 mostra logos da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou preocupação com a escassez de vacinas contra a poliomielite e recomendou fracionar as doses para continuar imunizando o maior número de menores possível.

"Temos um problema com as vacinas, já que não há suficientes", explicou o presidente do grupo estratégico consultivo de especialistas sobre a vacinação (SAGE) da OMS, Alejandro Cravioto, em uma conferência de imprensa telefônica após uma reunião de dois dias.

"No entanto, as indicações recentes mostram que inclusive injetando uma dose reduzida da vacina na pele, em vez de no músculo, é possível conseguir o mesmo nível de proteção que antes", disse.

Os especialistas recomendam duas injeções intradérmicas da Vacina inativada poliomielite (VIP), seis e 14 semanas após o nascimento, em vez de uma só injeção intramuscular.

A injeção intradérmica permite "reduzir o volume" de vacina necessário, explicou à AFP o médico Philippe Duclos, da OMS.

Duas companhias fabricam a VIP, o grupo francês Sanofi e o fabricante Serum Institute of India, mas alguns "problemas" em termos de produção geraram uma "falta de disponibilidade da vacina", declarou.

"Esperamos que tudo esteja resolvido no final de 2018", acrescentou.

A poliomielite, doença muito contagiosa provocada por um vírus que invade o sistema nervoso e que pode provocar uma paralisia total em poucas horas, afeta principalmente crianças menores de cinco anos.

Após milhares de casos de pólio nos anos 1980, nos últimos seis meses apenas oito pessoas foram infectadas por esse vírus. Os casos foram registrados no Afeganistão e no Paquistão.

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