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Um policial americano com uma câmera, no dia 11 de junho de 2017, em Los Angeles

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A polícia dos Estados Unidos prendeu 12 pessoas perto de Los Angeles que comandavam sete clínicas falsas que forneceram ilegalmente dois milhões de comprimidos de opiáceos, alguns potentes e viciantes analgésicos cujo consumo criou uma crise sanitária no país.

Utilizando "médicos corruptos", esta rede ilegal emitiu receitas "sem nenhuma base médica por meio de uma série de clínicas que abriam e fechavam de forma esporádica", escreveu o Departamento de Justiça em comunicado.

"As ordens fraudulentas permitiam aos participantes deste esquema obter grandes quantidades de medicamentos com receita que depois eram revendidos nas ruas" no mercado negro, acrescentou.

"Além de gerar lucros ilícitos, este esquema contribuiu para a epidemia das drogas que causa tanto dano em todo o país", disse Sandra Brown, procuradora federal interina.

Ligações telefônicas gravadas pelos investigadores mostraram que os líderes deste esquema também roubaram as identidades de alguns médicos que se negaram a participar de sua enorme fraude.

O principal organizador, Minas Matosyan, conhecido como "Maserati Mike", ofereceu especificamente a um médico "que ficasse em casa ganhando 20.000 dólares sem fazer nada".

Ao se negar, fabricaram talões de receitas em seu nome, que usaram para conseguir e vender ilegalmente oxicodona, um analgésico derivado da morfina muito popular nos Estados Unidos, sem que o médico soubesse.

O secretário americano de Justiça, Jeff Sessions, disse na quarta-feira que os procuradores tinham como objetivo os médicos e farmacêuticos para lutar contra a epidemia galopante de opiáceos entregues sob receita, e de heroína.

Os analgésicos opiáceos e a heroína contribuíram com 60.000 mortes por overdose nos Estados Unidos em 2016, um aumento de 19% em relação ao ano anterior, segundo uma estimativa compilada pelo The New York Times.

AFP