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Crianças congolesas em Beni, na República Democrática do Congo, em 6 de fevereiro de 2018

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A ONG International Rescue Committee (IRC) admitiu nesta quarta-feira (14) ter tido que fazer frente a três casos de abuso sexual na República Democrática do Congo, assegurando ter informado à Polícia e demitido os envolvidos.

A confissão ocorre em um momento em que o setor da assistência internacional é atingido por acusações públicas de casos de abusos sexuais que já afetaram a ONG britânica Oxfam e a organização humanitária Médicos sem Fronteiras.

O jornal britânico The Sun anunciou nesta quarta-feira que a IRC, presidida pelo ex-ministro britânico de Relações Exteriores David Miliband, e cuja sede fica em Nova York, recebeu na República Democrática do Congo (RDC) 37 denúncias de fraude, abusos sexuais e suborno.

Um porta-voz da organização disse à AFP que foram constatados três casos "relacionados com abusos sexuais" na RDC e que "o pessoal foi demitido e os casos remetidos à Polícia".

Não está claro quando estes atos de má conduta ocorreram.

A encarregada de comunicação da IRC, Lucy Keating, informou à AFP que nos casos da RDC também estava envolvida gente "de outras organizações", que eram "parte do consórcio liderado pela IRC".

"A IRC seguiu as pautas de boas práticas nestes casos, informando as denúncias aos doadores, abrindo investigações e proporcionando vários informes aos doadores sobre a conclusão destas investigações", destacou em um e-mail.

Embora o The Sun tenha informado que o departamento britânico de Desenvolvimento Internacional interrompeu o financiamento "baseado em informes diretos de assédio sexual e fraude", Keating destacou que estas subvenções se restabeleceram após as investigações.

Todo o setor da assistência humanitária está sendo sacudido pelo escândalo que eclodiu na semana passada na Oxfam, poderosa confederação que reúne umas vinte ONGs presente em mais de 20 países, onde vários funcionários foram acusados de estupros em missões humanitárias no Sudão do Sul, de abusos sexuais na Libéria e do uso de prostitutas no Haiti e no Chade, entre outros.

Nesta quarta-feira, a ONG Médicos sem Fronteiras anunciou ter registrado 24 casos de assédio ou abuso sexual em 2017 e ter recebido 146 denúncias ou alertas no ano passado, das quais 40 "foram identificadas como casos de abuso ou assédio".

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AFP