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O Greenpeace é uma das ONGs que pediu a eliminação do cargo de conselheira científica da Comissão Europeia.

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Um grupo de ONGs pediu nesta terça-feira a eliminação do cargo de conselheira científica da Comissão Europeia, atualmente ocupado por uma defensora dos organismos geneticamente modificados (OGM), diante do risco de um pensamento único e tendencioso no campo científico na União Europeia (UE).

Estas ONGs, entre as quais estão o Greenpeace, a francesa Rede Meio Ambiente Saúde e a britânica Aliança para a Prevenção do Câncer, fizeram esse pedido através de uma carta aberta dirigida ao presidente eleito da Comissão, Jean-Claude Juncker, que no outono substituirá José Manuel Durão Barroso na direção do Executivo europeu.

As organizações pedem a eliminação do cargo de conselheiro científico em chefe da Comissão Europeia, criado por Barroso e atualmente nas mãos da britânica Anne Glover.

Manter esse cargo "não é o melhor meio para que a Comissão garanta a elaboração de políticas públicas informadas por dados científicos conclusivos", e sim, "pelo contrário, mais uma fonte de problemas", diz o texto.

"Os membros dos grupos de pressão (lobbies) da indústria se deram conta há algum tempo de que quanto mais concentrada é a opinião científica nas mãos de uma única pessoa, mais fácil é controlá-la", acrescentou.

"Parece difícil que um único conselheiro científico em chefe (...) garanta o princípio de um conselho científico independente, objetivo e transparente", insistem na missiva.

As organizações ambientais e de defesa do consumidor acusam com frequência a Comissão de se posicionar a favor da indústria em questões como transgênicos, mas também no campo da clonagem, pesticidas e alteradores endócrinos.

Anne Glover, bióloga nomeada para o cargo em 2012, é alvo de críticas pelo apoio declarado aos organismos geneticamente modificados. Em setembro, ela disse que a oposição aos OGM é uma "espécie de loucura".

AFP