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Soldados colombianos acompanham caixão de colega morto em ataque das Farc em 16 de abril de 2015 em Cali, Colômbia

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O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, exortou nesta terça-feira o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, a "acelerar" o processo de paz com a guerrilha das Farc, após o ataque que matou 11 militares na semana passada.

Ban Ki-Moon "concordou com o presidente Santos em que este lamentável incidente destaca a necessidade de se acelerar a conclusão de um acordo de paz negociado", destaca um comunicado emitido em Nova York.

A subcomissária da ONU para os Direitos Humanos, Flavia Pansieri, também afirmou nesta terça que o processo de paz deve avançar "o mais rápido possível", com governo e guerrilha acertando internamente prazos para a conclusão das negociações.

Em entrevista coletiva em Bogotá após uma visita de vários dias à Colômbia, Pansieri destacou "a necessidade de o processo de paz avançar o mais rápido possível".

"Já esperamos muitos anos para chegar aonde estamos e ocorreram muitos progressos, mas é preciso seguir avançando e avançando rapidamente", disse Pansieri, afirmando que o povo "não quer e não pode esperar mais".

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo do presidente Juan Manuel Santos realizam em Cuba, desde novembro de 2012, negociações de paz e Pansieri sugeriu que as partes delimitem prazos para resolver os temas em discussão.

As negociações em Havana começaram em 19 de novembro de 2012, e até agora, as duas partes se colocaram de acordo em três dos seis pontos da agenda: reforma agrária (maio de 2013), participação política (novembro de 2013) e drogas ilícitas (maio de 2014).

As duas delegações trabalham desde 7 de março em um plano de limpeza das minas colocadas durante o conflito, que mataram e mutilaram milhares de colombianos.

Segundo cifras oficiais, o conflito na Colômbia matou 220 mil pessoas e deixou 5,5 milhões de deslocados.

AFP