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(Arquivo) O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Ra'ad Zeid al-Hussein, em Genebra, em 13 de junho de 2016

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É "altamente improvável" que a Turquia tenha respeitado a lei na onda detenções e destituições consecutiva ao golpe de Estado fracassado de julho passado, declarou nesta segunda-feira o Alto Comissário para os Direitos Humanos em Genebra.

Ra'ad Zeid al-Hussein condenou, em especial, a demissão de 4.000 funcionários do ministério da Justiça e de mil funcionários das Forças Armadas.

"Com tantas pessoas, é altamente improvável que estas suspensões e detenções tenham seguido as normas do procedimento legal", comentou Al Husein.

Desde o fracasso do golpe de Estado de 15 de julho de 2016, 47.000 pessoas foram presas na Turquia acusadas de envolvimento na tentativa de golpe.

O governo da Turquia acusa o pregador Fethullah Gulen, refugiado nos Estados Unidos, de ter instigado a tentativa de golpe.

Gulen nega estas acusações.

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